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Presidente de Israel entrega a Gadi Eisenkot mandato para formar novo governo

© AP Photo / Ohad ZwigenbergO presidente de Israel, Isaac Herzog (à direita), encarrega Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar ("Direto"), de formar um governo, na Residência do Presidente, em Jerusalém.
O presidente de Israel, Isaac Herzog (à direita), encarrega Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar (Direto), de formar um governo, na Residência do Presidente, em Jerusalém. - Sputnik Brasil, 1920, 08.11.2026
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Gadi Eisenkot pretende criar um governo de emergência nacional e convidou partidos de diferentes campos políticos a integrar a coalizão; ex-chefe do Estado-Maior terá 42 dias para reunir maioria parlamentar.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, entregou neste domingo (8) ao líder da oposição, Gadi Eisenkot, o mandato oficial para formar um novo governo. O político, que lidera o partido Yashar e foi o principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nas recentes eleições parlamentares, anunciou a intenção de estabelecer um governo de emergência nacional, com a participação de diferentes forças políticas.
"Prezado Gadi Eisenkot, confio a você a tarefa de formar o governo e, por isso, tenho a honra de entregar-lhe o mandato oficial para formar o governo de Israel", declarou Herzog durante cerimônia na residência presidencial, transmitida pelos canais oficiais.
O presidente afirmou que o próximo governo deverá promover a união, a aproximação e a reconciliação entre os diferentes setores da sociedade israelense. Segundo ele, esses objetivos são fundamentais diante do atual cenário político e dos conflitos na região.
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Ao receber o mandato, Eisenkot afirmou que Israel atravessa um período decisivo de sua história, marcado pela continuidade da guerra regional e por uma crise política interna. O oposicionista defendeu a formação de um governo de emergência e disse que pretende convidar todas as legendas que compartilhem os princípios de seu partido.
Entre os critérios apresentados estão o reconhecimento do caráter judaico do Estado de Israel, o apoio ao serviço militar obrigatório para todos os cidadãos e a classificação do Hamas como organização terrorista.
"Israel não tem o direito de perder tempo ou realizar ciclos intermináveis de eleições. As tarefas são urgentes", afirmou Eisenkot. Ele acrescentou que enviará convites oficiais aos integrantes do Parlamento (Knesset) para negociar a formação da coalizão.
O líder oposicionista também estendeu o convite ao Likud, partido de Netanyahu, e ao Partido do Sionismo Religioso, que integra a atual coalizão governista. A iniciativa busca reunir diferentes correntes políticas em torno de um governo de emergência nacional.

Impasse parlamentar

As eleições parlamentares de 27 de outubro, que definiram os 120 assentos do Knesset, terminaram sem que nenhum dos blocos conquistasse os 61 lugares necessários para formar uma maioria. A coalizão governista liderada pelo Likud obteve 53 cadeiras, enquanto o bloco de oposição comandado por Eisenkot conquistou 48.
Após consultas com as diferentes legendas que superaram a cláusula de barreira, Herzog escolheu Eisenkot para receber o mandato. Partidos que, juntos, conquistaram 67 assentos recomendaram ao presidente que encarregasse o oposicionista de formar o novo governo.
Pelas regras parlamentares israelenses, Eisenkot terá até 42 dias para negociar uma coalizão majoritária. Caso não consiga, o mandato poderá ser transferido a outro candidato, que terá 28 dias para apresentar uma alternativa.
Se a segunda tentativa também fracassar, os parlamentares poderão indicar outro nome, que terá 21 dias para reunir o apoio de pelo menos 61 deputados. Caso nenhuma das iniciativas seja bem-sucedida, o Parlamento será dissolvido e novas eleições serão convocadas.
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