Conforme os dados do estudo, o valor estimado de perdas para este ano é o equivalente a 1,8% do PIB alemão. O ifo aponta que essa é a pior crise energética desde o fim da década de 1970 e que a Alemanha levará cinco anos para superar essa situação.
"Isso nos dá uma perda real de renda ao longo desses três anos de quase 110 bilhões de euros, ou 3% da produção econômica anual. A única vez que esse número foi maior que isso foi durante a segunda crise do petróleo, entre 1979 e 1981, quando a perda na produção econômica foi de 4%", disse o chefe de previsões do ifo, Timo Wollmershaeuser, citado na publicação.
Funcionário do gasoduto Nord Stream 2 trabalha em plataforma na estação de recebimento do mar Báltico, onde 6,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por hora serão processados e entregues aos gasodutos a jusante na pressão certa, em Lubmin, na Alemanha
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A perda vem após meses de aumento dos preços de energia em 2021, que continuaram a crescer neste ano em meio às restrições impostas pela Europa às importações de energia da Rússia, em resposta ao início da operação militar especial russa na Ucrânia. A expectativa é de que o impacto dessas medidas gere um efeito duradouro na economia alemã.
"Podemos esperar que a atual queda no rendimento persista nos próximos anos. Em primeiro lugar, perder a Rússia como fornecedor significa que os preços da energia provavelmente continuarão altos a longo prazo. Em segundo lugar, a Alemanha não se libertará da sua dependência das importações de energia da noite para o dia", acrescentou Wollmershaeuser.