Panorama internacional

Países Baixos apertam de novo restrições de exportação de chips avançados, China critica passo

A medida, que foi coordenada com os EUA e o Japão, e não nomeou a China, aumentará a barreira para a venda de equipamentos de chips avançados, segundo a mídia.
Sputnik
O governo dos Países Baixos anunciou na sexta-feira (30) novas restrições às exportações de alguns equipamentos semicondutores, escreve a agência britânica Reuters.
O anúncio foi acompanhado de um documento técnico que detalha quais equipamentos precisarão de uma licença. As regras, que exigirão que as empresas que fabricam equipamentos avançados para a criação de chips busquem uma licença antes de poderem exportá-los, devem entrar em vigor em 1º de setembro.
A ASML, uma empresa holandesa que é importante fornecedora de equipamentos para fabricantes de chips de computador, disse que não esperava que as novas regras, que impedem a exportação não autorizada de suas máquinas de litografia mais avançadas, tivessem um impacto material sobre seus negócios e que não estava alterando sua orientação financeira.
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Liesje Schreinemacher, ministra do Comércio dos Países Baixos, sem citar a China, também comentou que um número "muito limitado" de empresas e modelos de produtos seria afetado.
"Tomamos essa medida no interesse de nossa segurança nacional", argumentou Schreinemacher, segundo a qual esses equipamentos podem ter aplicações militares.
A medida é o resultado de um acordo de alto nível entre os EUA e dois aliados com fortes indústrias de equipamentos de chips, os Países Baixos e o Japão, para restringir o desenvolvimento tecnológico da China, que foi obtido no ano passado. Além disso, também em 2022, Washington assinou o Ato CHIPS e Ciência de 2022, com o objetivo de desenvolver a indústria de semicondutores e de fabricação em geral dos EUA, que provocou igualmente críticas de protecionismo por parte da União Europeia.
Ao mesmo tempo, a embaixada da China nos Países Baixos descreveu a medida como um "abuso das medidas de controle de exportação" que viola as regras comerciais. Enquanto isso, o Ministério do Comércio chinês, em resposta a uma pergunta da mídia, instou Amsterdã a não prejudicar a cooperação bilateral na indústria de semicondutores e não abusar dos controles de exportação.
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