Panorama internacional

EUA impõem novas sanções contra Moscou mirando projeto de energia e drone 'dor de cabeça' para Kiev

Nesta quinta-feira (2), os Estados Unidos impuseram novas medidas abrangentes contra Moscou visando as futuras capacidades energéticas da Rússia, a evasão de sanções por outros países e um drone que tem sido uma ameaça às tropas e equipamentos ucranianos por sua eficácia.
Sputnik
As sanções acontecem por causa da operação na Ucrânia, com o governo Biden adicionando uma dúzia de empresas russas a uma lista negra comercial por apoiar os militares russos com drones que poderiam ser usados ​​na operação, disse o Departamento de Comércio em um comunicado.
De acordo com a Reuters, as últimas medidas visam uma entidade importante envolvida no desenvolvimento, operação e propriedade de um enorme projeto na Sibéria conhecido como Arctic LNG 2. O projeto esperava transportar gás natural resfriado, conhecido como gás natural liquefeito (GNL), para os mercados globais.
Washington também teve como alvo os drones KUB-BLA e Lancet utilizados pelos militares russos, designando uma rede que acusou de adquirir artigos para apoiar a sua produção, bem como o criador e designer dos drones. A mídia afirma que os drones "têm sido uma ameaça às tropas e equipamentos ucranianos", e por isso, foram sancionados.
Além disso, os EUA reprimiram a suposta evasão de sanções nos Emirados Árabes Unidos (EAU), Turquia e China, já que o Departamento do Tesouro afirmou que as empresas sediadas nesses países continuam a enviar bens de dupla utilização de alta prioridade para a Rússia.
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Nova versão do Lancet: quais as capacidades do drone kamikaze russo de nova geração? (VÍDEO)
Entre os designados estavam empresas turcas e dos EAU, incluindo companhias que teriam enviado mercadorias de alta prioridade para Moscou e empresas que teriam encaminhado peças e equipamentos de aviação.
Três entidades chinesas – duas que, segundo o Tesouro, realizaram centenas de remessas de equipamentos eletro-ópticos, câmeras e outros itens, e uma que enviou componentes de radar também foram visadas, afirmou o órgão norte-americano.
Ao mesmo tempo, sete bancos sediados na Rússia e dezenas de empresas industriais também foram atingidos por sanções, incluindo a Gazpromneft Catalytic Systems, que, segundo o Tesouro, fabrica agentes químicos para refinação avançada de petróleo na Rússia.
A mídia destaca que com as sanções impostas à Arctic LNG 2 e as medidas anteriores impostas ao projeto em setembro, os EUA estão tentando visar a futura produção de energia russa, à semelhança da forma como visaram o seu futuro petróleo de águas profundas de xisto e do Ártico em 2014. Todos estes projetos difíceis de produzir dependem de tecnologia ocidental.
"Continuaremos a usar as ferramentas à nossa disposição para aumentar o custo para a Rússia de travar esta guerra [...]", disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em comunicado citado pela agência britânica.
Empresas de construção, autoridades russas e uma empresa de metais e mineração que implementa um projeto para desenvolver o maior depósito de minério de titânio do mundo localizado na Rússia também foram alvo de sanções.
Moscou, antes da ação, afirmou que esperava que o Ocidente lhe impusesse sanções ainda mais duras, mas observou que claramente há uma sensação crescente de que tais sanções prejudicam os interesses ocidentais enquanto a economia russa se adapta bem.
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