A agência de notícias Reuters enfatiza que a declaração de Macron é a primeira confirmação oficial de que Durov foi preso pelas autoridades francesas, dois dias depois das primeiras notícias na mídia francesa.
"Vi informações falsas sobre a França após a prisão do CEO do Telegram. [...] A prisão do presidente do Telegram em solo francês ocorreu como parte de uma investigação judicial em andamento. Não se trata, de forma alguma, de uma decisão política. Cabe aos juízes decidir sobre o assunto", comentou o presidente francês a ocorrência.
Ele também repetiu que "a França está profundamente comprometida com a liberdade de expressão e comunicação", e especificou que "as liberdades são mantidas dentro de um enquadramento legal, tanto nas mídias sociais quanto na vida real, para proteger os cidadãos e respeitar seus direitos fundamentais".
A polícia francesa, citada pela Reuters, disse que o fundador do aplicativo de mensagens é acusado de se recusar a cooperar nas questões de crimes cibernéticos e financeiros no Telegram.
Além disso, de acordo com a agência, Durov ainda está sob custódia e sob investigação.
No sábado (24) à noite, a mídia francesa informou que o fundador do Telegram, Pavel Durov, que nasceu e começou sua carreira na Rússia, foi detido no aeroporto de Le Bourget, ao sair de seu jato chegado do Azerbaijão.
De acordo com a imprensa francesa, Durov, que tem, entre outras, cidadania francesa, estava na lista de procurados do país.
A Justiça francesa considera que Durov está envolvido em crimes por uma série de razões, incluindo a recusa do Telegram em cooperar com as autoridades do país.
O fundador do aplicativo de mensagens pode enfrentar acusações de terrorismo, tráfico de drogas, fraude e lavagem de dinheiro, entre outras. De acordo com o jornalista francês Cyril Amursky, o empresário pode pegar até 20 anos de prisão.
Por sua vez, a embaixada russa na França disse à Sputnik que as autoridades francesas até agora têm se recusado a cooperar com a Rússia nessa questão.