Uma moção de censura foi aprovada no parlamento francês por 331 votos. Com isso, Barnier, que estava no cargo havia cerca de três meses, deve entregar a sua demissão ao presidente Emmanuel Macron nas próximas horas.
A moção foi votada por deputados da esquerda e da direita, em união inédita entre os partidos políticos, e aprovada com 43 votos a mais do que o limite exigido, de 288. Dessa forma, o governo de Barnier torna-se o mais curto na França. Situação semelhante não ocorria no país desde 1962.
Após a aprovação, a líder do partido Reagrupamento Nacional, da direita francesa, Marine Le Pen, alertou que a pressão está aumentando sobre Macron, embora tenha esclarecido que não está pedindo a sua demissão.
Na terça-feira (3), Macron anunciou que não renunciaria mesmo se a oposição conseguisse passar a moção de censura, e que permaneceria até o final do seu mandato.
"Fui eleito duas vezes pelo povo francês e estou extremamente orgulhoso disso", disse Macron. "Honrarei essa confiança com todas as minhas energias, até o último segundo, para ser útil ao país", acrescentou.