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DNA do BRICS: 'Queremos uma governança global mais representativa', diz sherpa brasileiro

Durante coletiva ao final do segundo dia da Primeira Reunião de Sherpas do BRICS, Mauricio Lyrio, embaixador e sherpa brasileiro do grupo, destacou pontos que vêm sendo discutidos na reunião e afirmou que momento é de "mais multilateralismo".
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De acordo Lyrio, foram discutidas neste segundo dia propostas relacionadas à saúde, mudanças climáticas e economia. Entre as pautas foram debatidas a criação de uma parceria para a erradicação de doenças socialmente determinadas, doenças tropicais e doenças negligenciadas, o que, segundo o sherpa, é uma das "mais altas prioridades da presidência brasileira do BRICS para este ano".
A proposta visa melhorar as condições de saúde em países em desenvolvimento, destacando a relevância da ação conjunta, a fim de combater problemas de saúde que afetam as populações mais vulneráveis.
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Outro ponto de consenso foi o compromisso com as mudanças climáticas, embora Lyrio tenha mencionado que as discussões ainda são embrionárias, sem detalhes concretos sobre planos de ação. Contudo, a convergência de ideias sobre a importância do tema foi destacada como um sinal positivo de alinhamento entre as nações do BRICS.
Outro tema de grande relevância foi a inteligência artificial (IA), com amplo apoio para que o BRICS trabalhe por uma governança global e inclusiva, com a Organização das Nações Unidas (ONU) no centro dessa discussão. Lyrio defendeu que a IA deve ser tratada como um "tema de governança global, mas inclusiva e não dividida e fragmentada", ressaltando a importância de um esforço coletivo para evitar a fragmentação do setor.
"Queremos uma governança global mais representativa e mais forte", arrematou Lyrio.
O sherpa também falou sobre um novo modelo de governança do BRICS, que prevê a rotação da presidência dos países-membros de acordo com a ordem alfabética dos nomes em inglês, incluindo os novos membros a partir de 2029. Essa proposta, ainda em estágio embrionário, visa garantir maior inclusão e representatividade entre os participantes do grupo.
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Prioridades segundo Lula

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou seis eixos principais para a presidência do Brasil do BRICS, que foram unanimemente aprovados.
1) O Brasil vai promover a reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança;
2) A parte brasileira considera a cooperação em saúde como maior urgência do Sul Global;
3) Os países do BRICS devem contribuir para o aprimoramento do sistema monetário e financeiro internacional;
4) A associação aponta a urgência da crise climática;
5) A presidência brasileira entende a necessidade de enfrentar os desafios éticos, sociais e econômicos da IA;
6) O Brasil vai defender o aumento da institucionalidade do BRICS.
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