"Quanto aos europeus, é claro, as declarações feitas em Bruxelas e assim por diante, que, incluindo de Kiev, foram ouvidas ontem, ainda não indicam que haja um equilíbrio, mas talvez como resultado dos encontros entre os europeus e os americanos, a Europa de alguma forma gravitará em direção a um equilíbrio maior", disse Peskov à imprensa.
Na terça-feira (24), o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução sobre o conflito na Ucrânia elaborada pelos Estados Unidos. Todas as emendas propostas pelos membros europeus do Conselho foram rejeitadas.
Mais cedo, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou a resolução "O Caminho para a Paz", mas rejeitou uma emenda russa que pedia a "eliminação das causas profundas" da crise na Ucrânia.
A Assembleia também aprovou uma resolução anti-Rússia apresentada pela Ucrânia em coautoria com cerca de 50 países, mas pela primeira vez sem seu principal patrocinador tradicional, os Estados Unidos.
O texto exige que Moscou retire suas tropas russas da Ucrânia "imediatamente, completamente e incondicionalmente" e pede unilateralmente que a Rússia cesse as hostilidades. O documento não menciona nem condena os ataques terroristas em Kiev contra civis russos, nem a presença das Forças Armadas ucranianas na região russa de Kursk.
Desde 24 de fevereiro de 2022, a Rússia realiza uma operação militar especial na Ucrânia, cujo objetivo é proteger a população do genocídio de Kiev e enfrentar os riscos à segurança nacional representados pelo avanço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para o leste.