"Sejamos honestos, a União Europeia foi formada para ferrar com os Estados Unidos", disparou Trump em uma reunião de gabinete.
Os países europeus dependem dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para a obtenção de várias capacidades e ativos de apoio que permitem que suas forças de combate operem efetivamente. Essa dependência é preocupante, especialmente com a possibilidade de os EUA abandonarem seus aliados tradicionais e serem mais amistosos com a Rússia — vista por alguns Estados-membros da UE como uma ameaça, algo refutado pelo Kremlin sucessivas vezes.
UE não tem equilíbrio
Declarações de Bruxelas sugerem que a União Europeia está longe de uma abordagem equilibrada em relação à Ucrânia, mas isso pode mudar após os contatos do bloco com os Estados Unidos, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Na terça-feira (25), o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) aprovou uma resolução sobre o conflito na Ucrânia elaborada pelos Estados Unidos. Todas as emendas propostas pelos membros europeus foram rejeitadas.
"Quanto aos europeus, é claro, as declarações feitas em Bruxelas […] ainda não indicam que haja um equilíbrio, mas, talvez, como resultado dos encontros entre os europeus e os americanos, a Europa de alguma forma gravitará em direção a um equilíbrio maior", disse Peskov à imprensa.
A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) adotou a resolução "O Caminho para a Paz", mas rejeitou uma emenda russa que pedia a "eliminação das causas profundas" da crise na Ucrânia.
Na ocasião, a AGNU também aprovou uma resolução anti-Rússia apresentada pela Ucrânia em coautoria com cerca de 50 países, mas pela primeira vez sem seu principal patrocinador tradicional, os Estados Unidos.