Em sua decisão, Moraes explicitou que o deputado permaneça afastado do cargo de presidente da Casa Legislativa do Rio, enquanto durar a investigação criminal, além de recolhimento domiciliar noturno. Bacellar também está proibido de se comunicar com outros investigados e terá que entregar seus passaportes à PF.
A medida atende à decisão da ALERJ, que ontem por maioria revogou a prisão preventiva de Barcellar por suspeita de tentar obstruir uma operação da Polícia Federal.
Ao todo, 42 deputados votaram a favor do relaxamento e 21 foram contra. Para que a revogação fosse aprovada, eram necessários 36 votos. Além disso, a sessão contou com duas abstenções e quatro ausências.
O parlamentar foi preso na última semana, pela Polícia Federal (PF), acusado de obstruir investigações.
Segundo a PF, ele alertou o deputado estadual Thiago Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, sobre uma operação policial e orientado o colega a eliminar possíveis provas, incluindo dados do celular. TH foi acusado de negociar armas e nomear aliados da facção para cargos no Legislativo fluminense.
Bacellar foi detido na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, na semana passada, após ser convidado pelo superintendente da PF no Rio, Fábio Galvão, para uma reunião.
Além da apreensão do celular do presidente da ALERJ, os agentes da Polícia Federal encontraram R$ 90 mil no carro em que Bacellar usou para ir até a superintendência.