De acordo com a publicação, analistas acreditam que a vantagem da China na produção de veículos elétricos continuará, tendo em conta os lucros gerados no exterior e a força das cadeias de suprimentos, apesar das tarifas e do protecionismo ocidental.
Segundo a avaliação do analista do banco UBS especializado em carros elétricos chineses, Paul Gong, apesar da desaceleração no ritmo de adoção de veículos elétricos na Europa e das tarifas e protecionismo contra veículos elétricos chineses que desacelerou a expansão em 2024, as empresas chinesas agora sinalizam uma espécie de recuperação.
Ao mesmo tempo, segundo a análise do banco suíço, a China não é o único país que vai dominar no mercado global de veículos elétricos. Produtores da Índia também estão a fazer-se sentir, aponta a publicação.
De acordo com a opinião do sócio-gerente e futurista-chefe da Tata Consultancy Services, Frank Diana, as empresas da Índia vão competir com a China no mercado global.
"O fato de [a China] estar aprendendo ativamente significa que ela assumirá uma posição dominante e ganhará uma participação significativa no mercado. Mas eles não estão sozinhos [...], vocês verão o crescimento de outros jogadores neste campo", disse Frank Diana.
No entanto, o especialista destacou que as empresas indianas ainda não são jogadores pesados no mercado global, e por isso a China provavelmente continuará sendo a força dominante nesse mercado.
"Analistas disseram que a resiliência da China é impulsionada não apenas pela escala, mas também por anos de investimentos em estágio inicial que levaram a processos de aprendizado mais rápidos, cadeias de suprimentos verticalmente integradas e vantagens de custo difíceis de replicar", diz o texto.
Os autores do texto explicam que, para mitigar as barreiras comerciais, as montadoras chinesas estão cada vez mais mudando das exportações para a produção local.
As instalações de produção completas das empresas SAIC, Great Wall Motor e BYD já estão localizadas na Tailândia, e grandes fábricas da BYD e GWM estão planejadas para abrir no Brasil e na Hungria em meados da década, informa o material.
Por isso, o foco da política comercial chinesa está nos relacionamentos, nas parcerias estratégicas, não apenas na tecnologia e na cadeia de suprimentos, conclui o texto.