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Novo PAC avança com R$ 944 bi e setor privado assume liderança nos investimentos, diz mídia

O Novo PAC chega a 2026 com execução de R$ 944,8 bilhões e protagonismo do setor privado, que já responde por quase metade dos investimentos, impulsionado por debêntures e capital externo, enquanto obras de habitação, rodovias e cidades sustentáveis concentram a maior parte dos recursos.
Sputnik
Uma das principais apostas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a nova edição do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal — batizado de Novo PAC — chega a 2026 com forte protagonismo do setor privado, que responde por 46,3% dos R$ 944,8 bilhões executados até agosto de 2025. Lançado em 2023 com previsão total de R$ 1,8 trilhão, o programa concentra investimentos em áreas como habitação, rodovias e cidades sustentáveis.
Ao todo, o PAC reúne 34 mil empreendimentos distribuídos em eixos como transporte, infraestrutura social, ciência e tecnologia, água, conectividade, energia, educação e saúde. A Casa Civil estima que R$ 1,3 trilhão será investido até 2026, com outros R$ 500 bilhões previstos para depois.
Segundo apuração da Folha de S.Paulo, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) destaca que o peso crescente do capital privado reflete um novo padrão de financiamento, impulsionado pelo acesso ampliado a capital externo e pela expansão das debêntures incentivadas — títulos de dívida emitidos por empresas. Em 2025, as emissões chegaram a R$ 133,3 bilhões nos dez primeiros meses, alta de 19,2% sobre 2024, com recorde mensal de R$ 19,7 bilhões em outubro.
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Esse modelo contrasta com o PAC original, lançado em 2007, que dependia majoritariamente de recursos públicos. Agora, os maiores volumes previstos até 2026 estão em cidades sustentáveis e resilientes (R$ 531,5 bilhões), seguidos por transporte eficiente e sustentável (R$ 217,5 bilhões), com destaque para rodovias.
No campo das obras públicas, foram duplicados 180 km de rodovias e construídos outros 221 km desde 2023, incluindo projetos como a duplicação da BR‑116/RS e novas pontes nos rios Xingu e Tocantins. No investimento privado, leilões e repactuações de concessões "estressadas" (que entraram em dificuldade financeira ou operacional) ampliaram a carteira de projetos, enquanto o setor portuário concluiu 47 empreendimentos em dez estados.
Especialistas que falaram à Folha, no entanto, apontam desafios estruturais, como a dificuldade de coordenação entre União, estados e municípios, já que contrapartidas locais podem travar obras. Outro entrave é o espaço fiscal limitado do governo federal para ampliar aportes diretos.
Mesmo com recorde previsto de R$ 280 bilhões em investimentos em infraestrutura em 2025 — 84% vindos do setor privado — o ritmo de crescimento desacelera. Após altas de 19,5% em 2023 e 15,3% em 2024, a Abdib projeta expansão real de cerca de 3% em 2025, já descontada a inflação.
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