Operação militar especial russa

Ao atacar residência de Putin, Kiev violou Direito Internacional de forma muito grave, diz analista

Do ponto de vista do Direito Internacional, o ataque com drones ucranianos à residência do presidente russo, Vladimir Putin, constitui uma clara violação do princípio da distinção, consagrado no Protocolo I das Convenções de Genebra de 1977, afirmou à Sputnik Mohamed Mahmud Mahran, especialista egípcio em Direito Internacional.
Sputnik
Mahran sublinhou que esse ataque ucraniano representa uma tentativa de minar o processo de paz.

"Embora o presidente [Putin], como comandante-chefe, desempenhe uma função militar, sua residência pessoal continua sendo um alvo civil protegido, desde que não seja usada exclusivamente para fins militares", ressaltou.

Operação militar especial russa
MD russo divulga mapa de voo dos drones ucranianos que tentaram atacar residência de Putin (FOTO)
Além disso, o especialista enfatizou que o ataque não foi dirigido apenas contra Putin, mas também teve outros objetivos, que incluem:
Interromper as negociações entre Moscou e Washington;
Criar constrangimento para a administração Trump, que defende a paz;
Forçar a Rússia a uma resposta militar para aumentar as tensões.
Nesse contexto, Mahran elogiou a postura da Rússia, que, apesar da grave provocação de Kiev, não abandonou as negociações.

"Isso reflete maturidade diplomática e um desejo genuíno de se chegar a uma solução política", concluiu.

Operação militar especial russa
Rússia terá mais dura postura em relação a Kiev após ataque contra residência de Putin, diz analista
Na noite de 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque terrorista contra a residência de Putin na região de Novgorod, utilizando 91 drones. Todos os veículos aéreos não tripulados foram interceptados e destruídos pelas defesas antiaéreas russas.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou o episódio, observando que provocações como essa minam os esforços do presidente americano, Donald Trump. No entanto, segundo Peskov, tais ações não afetarão o diálogo entre Rússia e Estados Unidos, que seguirão interagindo.
Ele acrescentou que as Forças Armadas russas sabem "como, com o que e quando" responder ao ataque ucraniano.
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