Nascido em 30 de setembro de 1765, na cidade de Valladolid de Michoacán — hoje chamada Morelia, em sua homenagem — este líder religioso dedicou seus primeiros anos ao estudo do latim, filosofia, ética e teologia. Em 1796, foi ordenado diácono em Valladolid e, em 1779, sacerdote.
Ao tomar conhecimento do movimento independentista iniciado por Miguel Hidalgo, decidiu unir-se à luta contra a Coroa Espanhola, tornando-se uma figura proeminente. Ele promulgou um decreto abolindo a escravidão e resistiu ao ataque do exército realista em Cuautla, em uma histórica resistência insurgente em 1812.
Morelos convocou o primeiro congresso independente, o Congresso de Chilpancingo, em 14 de setembro de 1813, onde apresentou o documento "Sentimentos da Nação", considerado um pilar da nação mexicana desde suas origens. Nos 23 pontos deste documento, o insurgente mexicano estipulou a liberdade da América do Norte e defendeu uma América livre e independente, livre de qualquer outra nação ou governo monárquico, que deveria ser governada por uma soberania emanada do povo e baseada em leis democráticas.
Contudo, como em quase todas as rebeliões pela independência, seu destino foi marcado por uma reviravolta inesperada na luta. Em um julgamento duplo, civil e militar, Morelos foi considerado culpado de 23 acusações, incluindo alta traição e sabotagem. Ele foi executado por um pelotão de fuzilamento nos arredores da Cidade do México em 22 de dezembro de 1815. Seus inimigos temiam que a divulgação de sua morte desencadeasse o caos.