Além das nações europeias que compõem o grupo, participaram também o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do chefe da Casa Branca, Jared Kushner, que também compõe a equipe de negociação para assuntos relacionados à crise na Ucrânia.
Em entrevista coletiva após a reunião, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que a coalizão trabalha para alcançar a paz e, para isso, terão que fazer concessões à Rússia. Apesar da afirmação, o chanceler alemão não explicou quais concessões poderiam ser discutidas.
"No entanto, nós [Ucrânia e os países da UE que a apoiam] certamente teremos que fazer concessões", disse.
Ao falar sobre uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia, Merz observou, em particular, que alcançá-la não seria possível encontrando um modelo "em um manual de diplomacia". Um dos principais objetivos é alcançar um "cessar-fogo estável" na Ucrânia, acrescentou.
Steve Witkoff, também após o encontro, disse que seus participantes haviam feito progressos significativos em uma série de questões-chave, incluindo garantias de segurança para Kiev.
O governo dos EUA já havia anunciado o desenvolvimento de um plano para uma solução para o conflito ucraniano. O Kremlin afirmou que a Rússia permanece aberta a negociações e continua comprometida com as discussões em Anchorage.
Rússia está disposta a negociar
Em dezembro, após reunião entre as equipes de Donald Trump e Vladimir Putin, o lado norte-americano dividiu os 27 pontos para o fim do conflito em quatro pacotes e propôs discuti-los separadamente.
O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, observou que os sucessos militares russos no campo de batalha tiveram um impacto positivo no curso e na natureza das negociações, ressaltando que as conversas entre Rússia e EUA continuarão.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também afirmou que o regime de Kiev precisa tomar uma decisão e iniciar as negociações. A liberdade de decisão de Kiev está diminuindo como resultado das operações ofensivas das Forças Armadas russas.