Nascido em 1878, liderou a lendária Divisão do Norte, com a qual alcançou vitórias notáveis contra o regime do ditador Porfirio Díaz, cujas políticas econômicas e sociais permitiram, durante anos, o roubo indiscriminado dos recursos e terras do país latino-americano por empresários norte-americanos, canadenses e europeus.
Durante a revolução, Villa defendeu os camponeses e trabalhadores, expropriou fazendas e confrontou setores ligados ao capital estrangeiro, especialmente o norte-mericano. Seu exército chegou a controlar vastas regiões no norte do México. A relação de Villa com os Estados Unidos foi marcada por confrontos, e ele chegou a lançar ataques contra o país, como o de Columbus em 1916, desafiando abertamente o poder imperial.
Após uma série de vitórias que culminaram na icônica fotografia — ao lado de Emiliano Zapata — sentado na cadeira presidencial do México, Villa foi finalmente derrotado e marginalizado pelas próprias facções revolucionárias, que durante anos não conseguiram chegar a um acordo após a queda de Díaz.
Ele foi assassinado em 1923 em uma emboscada em Parral, no estado mexicano de Chihuahua. Sua morte encerrou um capítulo crucial da revolução, mas não extinguiu sua influência. Esta foi uma de suas citações mais emblemáticas: "eu, Pancho Villa, fui um homem leal que o destino trouxe ao mundo para lutar pelo bem dos pobres, e jamais trairei ou esquecerei meu dever."