No último sábado (3), os EUA lançaram um ataque massivo contra a Venezuela que levou ao rapto de Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. O casal presidencial foi levado para Nova York para ser julgado sob as leis americanas por acusações de "narcoterrorismo".
"Muitas pessoas foram mortas [na operação militar na Venezuela]. Infelizmente, eu digo, soldados, cubanos, a maioria cubanos, mas muitos, muitos mortos", disse Trump durante seu discurso na reunião dos membros republicanos da Câmara.
No domingo (4), o governo cubano informou que 32 combatentes que cumpriam funções de segurança e defesa em Caracas a pedido das autoridades venezuelanas morreram em combate, enfrentando "forte resistência".
Os combatentes morreram em decorrência de confrontos diretos com as forças americanas ou devido aos bombardeios, segundo Havana. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, decretou ainda os dias 5 e 6 de janeiro como dias de luto nacional.
O Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba divulgou nesta terça-feira os nomes dos 32 combatentes mortos. Entre eles, 11 membros das Forças Armadas e 21 membros do Ministério do Interior cubano.
Estima-se que cerca de 80 pessoas tenham morrido durante o ataque norte-americano na Venezuela.
Trump teme impeachment após midterms
Ainda durante a reunião dos membros republicanos da Câmara, Trump alegou que pode sofrer um impeachment caso o partido não vença as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms.
"Mas vocês precisam vencer as eleições de meio de mandato, porque se não vencermos... Eles encontrarão um motivo para me destituir. Eu serei destituído."
Apesar do suposto temor pelos democratas serem "mais cruéis", o presidente confessou estar confiante na vitória republicana após o que ele classificou de 12 meses de sucesso sem precedentes, se referindo ao primeiro ano deste segundo mandato.