Panorama internacional

EUA poderiam atacar o Brasil após agressão contra a Venezuela, aponta deputado brasileiro

O Brasil deve levar em conta o risco de que os EUA possam tentar se apossar à força de seus depósitos de elementos de terras raras, afirmou o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) à Sputnik, comentando o ataque à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro.
Sputnik
Braga sublinhou que os brasileiros precisam se mobilizar, pois se trata de uma questão de sobrevivência.
Segundo ele, os norte-americanos já atacaram a Venezuela e agora ameaçam fazer o mesmo com a Colômbia e Cuba.

"Se o Brasil não entregar docilmente seus recursos de terras raras, eles também atacarão o país. Por isso, é preciso organizar manifestações poderosas e decisivas em todo o mundo", ressaltou.

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Bombardeios na Venezuela e captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável, diz Lula
Segundo o político, o que está acontecendo não é resultado de uma decisão da América Latina ou do Brasil, é um ataque dos EUA.
Nesse contexto, o parlamentar avaliou positivamente a posição do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que condenou o ataque à Venezuela e a captura de Maduro e de sua esposa Cilia Flores, mas expressou a opinião de que o líder do Estado poderia ter feito mais.
Ele explicou que com todo o apoio internacional e a autoridade de que dispõe, Lula pode e deve mobilizar forças em todo o mundo para condenar o que aconteceu na Venezuela e pressionar pela libertação de Maduro e Cilia Flores.

"O governo brasileiro deve se tornar um importante coordenador internacional na condenação do que está acontecendo na América Latina", concluiu.

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Ataque à Venezuela prova fraqueza estratégica e incapacidade dos EUA de buscar aliados, diz analista
No dia 3 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque maciço à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores por uma unidade de elite da Delta Force. Trump também publicou uma foto que, segundo ele, mostra Maduro a bordo de um navio norte-americano. A mídia noticiou explosões em Caracas e a morte de pelo menos 40 pessoas.
As autoridades venezuelanas perderam contato com Maduro, que, segundo veículos da imprensa dos EUA, teria sido levado para Nova York sob custódia.
Enquanto congressistas norte-americanos classificaram a operação como ilegal, a administração Trump anunciou que Maduro enfrentará um julgamento. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela apelou a organizações internacionais e solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para o dia 5.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade à Venezuela, condenou a prisão de Maduro e de sua esposa, pediu a libertação imediata deles e alertou para o risco de uma escalada perigosa da situação.
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