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Ataque à Venezuela prova fraqueza estratégica e incapacidade dos EUA de buscar aliados, diz analista

© Sputnik / Rennan Rebello / Acessar o banco de imagens🪧 Ato na Cinelândia protesta contra política dos EUA na Venezuela
🪧 Ato na Cinelândia protesta contra política dos EUA na Venezuela - Sputnik Brasil, 1920, 07.01.2026
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A operação dos EUA na Venezuela mostrou que Washington perdeu a capacidade de formar um consenso internacional e de encontrar aliados em pontos-chave do mundo, disse à Sputnik Gokhun Gocmen, analista político turco.
Segundo Gocmen, o que está acontecendo é mais importante do que a avaliação das "capacidades operacionais" dos EUA.

"Washington já não consegue formar consenso justamente quando se deve distinguir política estatal das ações de bandidos", explicou.

Nesse contexto, o analista salientou que no auge de sua influência, os EUA podiam obter apoio por meio de instituições internacionais e transformar suas próprias decisões em normas internacionais.
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Atualmente, os EUA agem com base em uma lógica unilateral, que ele comparou a uma "doutrina autoproclamada" e formulou como o princípio "eu fiz, então assim será".
O analista também afirmou que os países que se sentem humilhados ou prejudicados podem esperar o momento certo para retaliar.
Ele acrescentou que um Estado que "não consegue esconder o punho de ferro dentro da luva de veludo" não é capaz de manter sua hegemonia de forma sustentável.
Ao comentar as prioridades estratégicas dos EUA, o especialista afirmou que Washington pretende reduzir gradualmente a presença militar na Europa e no Oriente Médio, concentrando-se na região da Ásia-Pacífico e construindo um sistema de segurança por meio de parceiros.
Ele citou, como primeiro passo nessa lógica, as tentativas de manter os rivais longe do hemisfério ocidental, que os EUA consideram uma zona de interesses estratégicos — razão pela qual é justamente lá que "se concentra a violência".
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Ao mesmo tempo, ele concluiu que Washington não pode garantir que as regiões das quais está se retirando não passem para a esfera de influência de forças concorrentes, e essa é precisamente a circunstância que preocupa os EUA.
No dia 3 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque maciço à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores por uma unidade de elite da Delta Force. Trump também publicou uma foto que, segundo ele, mostra Maduro a bordo de um navio norte-americano. A mídia noticiou explosões em Caracas e a morte de pelo menos 40 pessoas.
As autoridades venezuelanas perderam contato com Maduro, que, segundo veículos da imprensa dos EUA, teria sido levado para Nova York sob custódia.
Enquanto congressistas norte-americanos classificaram a operação como ilegal, a administração Trump anunciou que Maduro enfrentará um julgamento. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela apelou a organizações internacionais e solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para o dia 5.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade à Venezuela, condenou a prisão de Maduro e de sua esposa, pediu a libertação imediata deles e alertou para o risco de uma escalada perigosa da situação.
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