Na quarta-feira (7), a mídia norte-americana escreveu que a Europa havia iniciado a elaboração de um plano, que poderia incluir medidas de dissuasão europeia caso os Estados Unidos tentassem atacar ou tomar a Groenlândia, bem como um reforço da presença da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nas proximidades da ilha.
"Precisamos estar preparados para um confronto direto com Trump [...] Ele está em modo agressivo e precisamos estar prontos", afirmou o diplomata, segundo o jornal.
Os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia emitiram um comunicado conjunto advertindo Washington a respeitar a integridade territorial do reino e classificaram as declarações de Trump como inaceitáveis.
No domingo (4), Trump disse à revista The Atlantic que os Estados Unidos "absolutamente" precisam da Groenlândia, alegando que a ilha está "cercada por navios russos e chineses". A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, pediu a Trump que pare de ameaçar a Groenlândia com anexação, pois a ilha é uma região autônoma ligada à Dinamarca.
Trump afirmou repetidamente que a Groenlândia deveria se tornar parte dos EUA, citando sua importância estratégica para a segurança nacional e para a defesa do "mundo livre" diante de ameaças da China e da Rússia. O ex-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, declarou que a ilha não está à venda.