A declaração foi feita nesta sexta-feira (9), durante uma ampla conferência de imprensa sobre o balanço do ano anterior.
Segundo a premiê, já chegou o momento em que os países europeus devem iniciar conversações com a Rússia, pois, se a Europa dialogar apenas com uma das partes, será difícil alcançar um resultado positivo.
"Acho que chegou o momento de a Europa também falar com a Rússia. Porque se a Europa decidir participar desta fase de negociação falando apenas com um dos lados, receio que, no final, a contribuição positiva seja limitada", afirmou Meloni.
Na sua avaliação, o problema da Europa é ter muitas opiniões divergentes.
Vale mencionar que, recentemente, a política externa dos Estados-membros da UE tem sido marcada pela falta de unidade, especialmente em questões relacionadas à ajuda ao regime de Kiev, às relações com a Rússia, às sanções contra Moscou, bem como ao rearmamento e às reformas militares na Europa, motivadas pela percepção de uma suposta ameaça russa.
Por exemplo, entre os países europeus que se manifestam sistematicamente contra o uso de ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia e contra o aumento de sanções a Moscou, estão a Hungria e a Eslováquia.
Além de defender o diálogo com a Rússia para resolver a crise ucraniana, Meloni propôs a criação do cargo de enviado especial europeu para a questão.
"Por isso, sou sempre a favor da nomeação de um enviado especial da Europa para a questão ucraniana, uma pessoa que nos permitirá sintetizar posições e falar com uma só voz", disse a primeira-ministra italiana.
Em dezembro de 2025, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que o diálogo de Moscou com a Europa é possível à medida que a Rússia se fortalece e as elites políticas europeias mudam.
Em 26 de dezembro de 2025, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou que o lado russo está aberto a contatos, mas que a Europa ainda não demonstra esse desejo e interesse.