O acordo foi alcançado na última sexta-feira (9) após uma votação apertada no Conselho Europeu, após a Itália superar suas reticências iniciais e votar a favor, formando a maioria necessária para aprovar o pacto, depois de mais de 25 anos de tentativas frustradas. Após o aval da UE, o acordo comercial deverá ser assinado no próximo dia 17 de janeiro.
"Mais de 20 mil manifestantes se reuniram em Athlone para protestar contra o [acordo com o] Mercosul. Milhares de tratores encheram as ruas da cidade", afirmou O’Donoghue.
Em 2024, uma onda de protestos em massa de agricultores já havia percorrido vários Estados-membros da UE contra o acordo de livre comércio com o Mercosul.
O temor dos agricultores europeus é que o pacto inunde o mercado com produtos latino-americanos mais baratos e com padrões mais baixos, aprofundando a crise do setor por causa da chamada "concorrência desleal".
O Mercosul foi fundado em 26 de março de 1991 por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Em 2023, a Bolívia se juntou ao bloco, enquanto Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname têm status de Estados associados.