Os planos poderiam envolver soldados britânicos, navios de guerra e aeronaves para proteger a ilha.
Também citou que UE também está preparando sanções retaliatórias — incluindo restrições à Meta, Google, Microsoft, X e bancos norte-americanos — caso Trump rejeite a oferta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Uma opção mais extrema incluiria a expulsão das forças militares dos EUA de suas bases na Europa, observou o Telegraph.
Mais cedo, o jornal Daily Mail, citando fontes, afirmou que Trump cogitou um plano para invadir a Groenlândia.
"Trump ordenou aos comandantes de operações especiais que elaborassem um plano para uma invasão da Groenlândia", escreve a publicação.
Alguns comandantes militares americanos de alto escalão se opõem a esse plano, disse a reportagem, mas seu principal apoiador seria o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller.
Segundo o jornal, autoridades europeias temem que Trump possa tentar realizar tal operação antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.
Em dezembro de 2025, Trump anunciou a nomeação do governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. O governador confirmou posteriormente a intenção dos Estados Unidos de anexar a ilha.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, afirmou então estar extremamente indignado com as declarações do novo enviado especial americano e disse que convocaria o embaixador dos EUA em Copenhague para exigir explicações.
Em uma declaração conjunta, as primeiras-ministras da Dinamarca e da Groenlândia, Mette Frederiksen e Jens-Frederik Nielsen, advertiram os EUA contra a tomada da ilha, observando que esperavam respeito à integridade territorial compartilhada.
Na quarta-feira (6), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que pretende se reunir com autoridades dinamarquesas na próxima semana para discutir a situação na Groenlândia. Ele respondia a uma pergunta de um repórter sobre por que a administração não está aceitando a oferta de Copenhague para discutir a situação na Groenlândia e se os EUA estão preparados para descartar uma intervenção militar.
Em 4 de janeiro, a esposa de Miller, Katie Miller, publicou uma imagem na rede social X mostrando um mapa da Groenlândia colorido com as cores da bandeira americana, com a legenda "Em breve", tendo como pano de fundo a operação militar dos EUA na Venezuela.
Trump afirmou em vários momentos que a Groenlândia deveria se tornar parte dos Estados Unidos, citando sua importância estratégica para a segurança nacional e para a defesa do "mundo livre".
O ex-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, respondeu que a ilha não está à venda e nunca estará. Ao mesmo tempo, o líder americano se recusou a se comprometer a não usar força militar para estabelecer controle sobre a Groenlândia.
A ilha foi uma colônia dinamarquesa até 1953. Ela permanece parte do reino, mas em 2009 obteve autonomia, o que lhe permite governar a si mesma e determinar sua própria política interna.