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Premiê britânico afirma que Reino Unido e França querem bases militares na Ucrânia após cessar-fogo

© Ludovic MarinDa esquerda para a direita: o líder ucraniano, Vladimir Zelensky; o presidente da França, Emmanuel Macron; e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Grupo se encontrou em Paris, na França, em janeiro de 2026
Da esquerda para a direita: o líder ucraniano, Vladimir Zelensky; o presidente da França, Emmanuel Macron; e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Grupo se encontrou em Paris, na França, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 06.01.2026
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Segundo Starmer, Londres e Paris construirão instalações protegidas para armas e equipamentos militares "a fim de atender às necessidades de defesa da Ucrânia"
Após uma reunião com lideranças europeias e o regime de Kiev nesta terça-feira (6), o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido e a França planejam estabelecer bases militares em toda Ucrânia. Segundo o líder trabalhista, as nações ainda construirão depósitos de equipamentos para as Forças Armadas ucranianas, caso o cessar-fogo seja alcançado.
Ainda de acordo com o premiê britânico, uma série de medidas adicionais foram estabelecidas com os "parceiros de coalizão".
"Primeiro, participaremos do monitoramento e da verificação de qualquer cessar-fogo liderado pelos EUA. Segundo, apoiaremos o fornecimento de armamentos a longo prazo para a defesa da Ucrânia. E terceiro, trabalharemos para firmar compromissos vinculativos de apoio à Ucrânia em caso de um futuro ataque armado por parte da Rússia."
Além de Starmer, estavam presentes o presidente da França, Emmanuel Macron, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, o genro de Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, além do ucraniano Vladimir Zelensky.
As conversas entre a chamada "coalizão dos dispostos" ocorre em meio negociações russo-americanas sobre o fim do conflito ucraniano. O Kremlin já reiterou repetidamente que não se opõe a garantias de segurança à Ucrânia, mas que rejeita sua entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte.
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Segundo Witkoff, o trabalho em torno das garantias de segurança para a Ucrânia está "praticamente concluído" e que o grupo espera "mais progressos como resultado de tudo o que aconteceu" nesta reunião, organizada em Paris, na França.
"Acreditamos que concluímos em grande parte os protocolos de segurança, que são importantes para que o povo ucraniano saiba que, quando isso terminar, terminará para sempre. Mas também acreditamos, crucialmente, que estamos muito, muito perto de concluir um acordo de prosperidade tão robusto quanto qualquer outro já visto em um país que saiu de conflitos como este."
Já Kushner declarou que Trump acredita que um "acordo certo" pode levar a um longo período de paz, baseado nas conversas que o republicano teve com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao longo de 2025 relacionadas à operação militar especial.
Na última segunda-feira (5), Macron havia reiterado a uma emissora de televisão nacional seu desejo de enviar tropas francesas para a Ucrânia.
"Estamos prontos para enviar tropas como parte das forças multinacionais. Não participaremos de operações de combate — quero deixar isso claro para que nossos cidadãos entendam. Estamos falando do período pós-paz, de um possível envio de alguns milhares de militares. No entanto, isso não acontecerá imediatamente, pois o envio será planejado e executado como parte de nossas operações no exterior."
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já havia declarado que a presença de tropas de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em território ucraniano, sob qualquer bandeira e em qualquer função, inclusive como forças de paz, representa uma ameaça para a Rússia, e que Moscou não a aceitará em hipótese alguma.
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