A revista destaca que um piloto ucraniano reclamou que a OTAN ensina a combater em grandes altitudes.
No entanto, segundo o entrevistado, devido aos caças russos modernos e aos F-16 obsoletos, eles precisam inventar novas manobras.
"Ao voltarmos do treinamento e enfrentarmos a realidade, descobrimos que as táticas ensinadas lá não se aplicavam totalmente a esta guerra", ressaltou.
Além disso, o artigo salienta que as táticas ocidentais, moldadas por guerras passadas travadas em condições de superioridade aérea, não levam em conta os desafios impostos pela densa rede de defesa antiaérea russa e por sua competente aviação de combate.
Nesse contexto, é apontado que os F-16 fornecidos à Ucrânia são equipados com radares mecânicos obsoletos, menores e mais fracos do que os dos caças e interceptadores russos, o que os impede de igualar sua capacidade de combate a longa distância.
Ao mesmo tempo, o material observa que os caças Mirage 2000 fornecidos pela França também não se igualam às capacidades dos caças russos avançados.
Dessa forma, a revista conclui que a principal ameaça aérea para as forças ucranianas vem dos caças russos avançados, que realizam patrulhas de combate a grande altitude.
Anteriormente, a revista Military Watch relatou que, apesar de a Ucrânia possuir um sistema de defesa antiaérea bastante desenvolvido, graças ao apoio da OTAN, o caça multifuncional de quinta geração Su-57 russo tem cumprido suas missões de combate com sucesso.
A publicação apontou que há confirmação de que o Su-57 realizou operações em um espaço aéreo fortemente defendido e sob controle ucraniano.