O presidente dos EUA, Donald Trump, disse anteriormente ao The New York Times que sua autoridade como comandante-em-chefe é limitada apenas por sua própria moral, não pela lei internacional. Na quarta-feira (7), Trump assinou um memorando ordenando os Estados Unidos a se retirarem de 66 organizações internacionais.
Tutar também lembrou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
"Aqueles que até agora deram pouca atenção ao Trump famoso por seus ziguezagues estão agora prestando muita atenção a ele, tentando prever cada movimento dele e ponderar cada palavra do ponto de vista da geopolítica. A imagem de 'Trump imprevisível' mudou para um líder que faz o que diz [...]. Com tais ações, Trump está realmente colocando os últimos pregos no caixão da ordem mundial existente e do projeto de globalização", disse Tutar, comentando as ações do presidente dos EUA.
De acordo com o colunista, Trump está impondo ao mundo como uma nova norma internacional uma política semelhante à seguida por Israel em relação aos palestinos, bem como ao Líbano, Síria, Iêmen e Irã, está ocorrendo um processo de "palestinização", quando os EUA não reconhecem fronteiras e leis.
"Não nos esqueçamos de que estamos entrando em um processo brutal de reordenação, do qual até mesmo o aliado mais leal dos EUA, a Europa, está desprotegido", observa o colunista, apontando que antigas alianças estão desmoronando.
O colunista turco aponta que na nova ordem mundial "ninguém vai proteger ninguém".
"Em suma, o mundo está se movendo para a desordem sistêmica. Enquanto as velhas ordens impostas ao novo mundo estão desmoronando, e as guerras por procuração terminam, porque já não há necessidade de organizações por procuração. As máscaras e justificativas ideológicas já não são necessárias para obter recursos estratégicos, hegemonia tecnológica e novos territórios. Em essência, está ocorrendo um processo de captura e pilhagem", conclui o especialista.