"A organização de inteligência do IRGC na província de Khorasan do Norte deteve dois espiões ligados ao Mossad", diz o comunicado.
Segundo a Tasnim, uma fonte da unidade de elite das Forças Armadas iranianas afirmou que os agentes presos tiveram papel central na organização de distúrbios no Irã. A agência acrescentou que, durante as buscas, foram apreendidos equipamentos de inteligência, diversas armas de fogo e munições.
'Greve geral e tomada das ruas'
No último sábado (10), Reza Pahlavi, filho do xá do Irã deposto em 1979, publicou mais um vídeo na rede social X convocando a população iraniana. Na mensagem, ele pediu uma greve geral, afirmando que o objetivo dos protestos seria preparar a tomada e a manutenção de ruas e instalações estrategicamente importantes.
As manifestações começaram no fim de dezembro de 2025 devido à desvalorização da moeda local, o rial iraniano. O foco principal das manifestações foram as fortes oscilações da taxa de câmbio e seu impacto nos preços do atacado e do varejo.
Em várias cidades iranianas, os atos terminaram em confrontos com a polícia e foram acompanhados por palavras de ordem contra o atual sistema político.
Mossad é acusada de estimular protestos
Também no sábado, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, acusou o Mossad de explorar os protestos em andamento no Irã para desestabilizar o país. Em entrevista à televisão turca TRT, Fidan afirmou que Israel estaria se aproveitando das dificuldades internas iranianas, como a crise econômica, para enfraquecer o governo.
O chanceler turco também acusou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de buscar deliberadamente um conflito militar de maiores proporções na região. "Todos sabem que Netanyahu tem esse desejo; não é segredo", afirmou Fidan.