A declaração é do jornal britânico Daily Mail, publicada neste domingo (11) sobre o posicionamento do premiê do Reino Unido a respeito do conflito na Ucrânia.
"Seu tão elogiado plano de enviar tropas britânicas para o território ucraniano é uma loucura que, muito provavelmente, colocaria as forças [britânicas] em perigo", escreveu o jornal.
No dia 6 de janeiro, em Paris, França, foi realizada uma reunião de alto nível da coalizão dos dispostos, em que se discutiram garantias de segurança para a Ucrânia, incluindo a formação de forças multinacionais. Ao final da cúpula, Starmer declarou que os participantes adotaram uma declaração sobre o deslocamento de tropas para o país, uma vez alcançada a paz.
Anteriormente, o presidente russo, Vladimir Putin, deixou claro que a Rússia considerará qualquer tropa estrangeira na Ucrânia como alvo militar legítimo. Ele acrescentou que, mesmo após um eventual acordo de paz, a presença militar estrangeira no país seria desnecessária.
Vladimir Zelensky, da Ucrânia, publicou uma mensagem em vídeo também neste domingo (11) em seu canal no Telegram, em que cita prioridades das contribuições a serem feitas pela Europa:
“A primeira prioridade são os mísseis de defesa aérea. São necessárias novas contribuições dos parceiros para a iniciativa PURL [Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia], bem como entregas a partir dos estoques na Europa: os mísseis estão lá, nos depósitos, e nós sabemos disso, sabemos tudo isso”, afirmou Zelensky.
Mais cedo, o Ministério da Defesa britânico anunciou que o Reino Unido entregará seu novo míssil balístico, Nightfall, ainda em desenvolvimento, para a Ucrânia. Segundo a nota, o armamento possui alcance superior a 500 quilômetros e será equipado com ogivas de 200 quilogramas.
A Rússia tem declarado que o fornecimento de armas ocidentais à Ucrânia dificulta a resolução do conflito militar e transforma os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em parte do conflito. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, advertiu que qualquer carga contendo armas destinadas à Ucrânia será um alvo legítimo para as Forças Armadas russas.