Em conversa com a Fox News, Leavitt destacou que a conversa é a maneira que Trump prefere conduzir a situação, mas que é possível utilizar a "força letal", em um cenário no qual Teerã supostamente não possui mais o programa nuclear "destruído completamente" por Washington.
"O presidente Trump sempre expressou que a diplomacia é a primeira opção. Sempre foi e sempre será. No entanto, ele não teme usar a força letal e o poderio militar dos Estados Unidos se e quando julgar necessário. E ninguém sabe disso melhor do que o regime iraniano. A maior vantagem que o regime tinha há poucos meses era seu programa nuclear, que o presidente Trump e as Forças Armadas dos Estados Unidos destruíram completamente com a Operação Martelo da Meia-Noite."
Leavitt também afirmou que as declarações públicas do Irã são bem diferentes das mensagens privadas enviadas ao governo Trump. A porta-voz da Casa Branca ainda destacou que o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, continua sendo uma figura importante na diplomacia com o Irã.
Teerã vê interesse de Tel Aviv em guerra com Washington
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta segunda-feira que existem interessados tentando arrastar Washington para uma guerra com Teerã em benefício de Tel Aviv.
"Há aqueles que estão tentando arrastar os EUA para uma guerra [com o Irã] para promover os interesses de Israel", disse Araghchi em entrevista à emissora Al-Jazeera.
Araghchi ressaltou que se os Estados Unidos optarem por um cenário militar, o Irã está preparado para isso, e as capacidades militares iranianas melhoraram significativamente.
Ainda assim, o Irã está explorando a possibilidade de se reunir com Witkoff, bem como outras ideias propostas pelos EUA, mas Teerã duvida da disposição de Washington para negociações construtivas, acrescentou o chanceler.
"Os Estados Unidos e Israel estão tentando alcançar, por meio da desestabilização da situação no Irã, o que não conseguiram por meio da guerra."