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Trump não considera envio de tropas dos EUA, diz CNN

© AP Photo / Mark SchiefelbeinDonald Trump responde jornalistas após descer do helicóptero presidencial dos EUA na Casa Branca, em Washington, D.C., 17 de dezembro de 2025
Donald Trump responde jornalistas após descer do helicóptero presidencial dos EUA na Casa Branca, em Washington, D.C., 17 de dezembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 11.01.2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não avalia a possibilidade de enviar tropas para o Irã diante de uma eventual intervenção de Washington, informou neste domingo (11) a emissora CNN, citando um funcionário da Casa Branca.
Anteriormente, o jornal New York Times havia noticiado que Trump foi informado sobre possíveis opções de ataque contra o Irã, em meio aos protestos no país, e estaria considerando seriamente autorizar ações militares.

"As opções que o presidente está considerando não incluem o envio de um contingente militar ao território do Irã", diz a publicação, citando uma autoridade da Casa Branca.

Já o portal norte-americano Axios informou que fontes da Casa Branca declararam que "todas as opções estão sobre a mesa" em relação ao Irã, embora nenhuma decisão tenha sido tomada até o momento.
Segundo a mídia, embora as conversas incluam a possibilidade de ataques, a maior parte das alternativas analisadas não envolve ações militares diretas, mas sim campanhas de propaganda e cyber ataques. Ainda assim, autoridades admitem que é difícil prever qual caminho Trump poderá escolher.
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Irã eleva o tom e cita possível reação

Em meio ao aumento das tensões, o Irã elevou o tom contra Estados Unidos e Israel. Autoridades iranianas afirmaram que qualquer bombardeio norte-americano ao país terá como resposta ataques diretos a Israel e a bases e navios militares dos Estados Unidos na região. A advertência foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
O governo iraniano acusa EUA e Israel de fomentarem a instabilidade interna. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que potências estrangeiras estariam "semeando caos" no país e pediu que a população se afaste do que classificou como atos de desordem.
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Trump chegou a advertir as autoridades iranianas sobre possíveis reações em caso de morte de manifestantes no país. Além disso, o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos estão prontos para "ajudar" o Irã.
Diante dessas declarações, o chanceler iraniano Abbas Araghchi ressaltou que os assuntos internos de cada país dizem respeito apenas a ele próprio e que ninguém tem o direito de interferir ou determinar o que deve ser feito.
Também no sábado (10), Reza Pahlavi, filho do xá do Irã deposto em 1979, publicou um novo vídeo na rede social X convocando a população iraniana. Ele defendeu uma greve geral e afirmou que o objetivo dos protestos seria preparar a tomada e a manutenção de ruas e instalações estrategicamente importantes. Anteriormente, Pahlavi havia pedido ao presidente dos EUA que interviesse na situação no Irã.
Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro de 2025 devido à desvalorização da moeda local, o rial iraniano. O foco principal das manifestações foram as fortes oscilações cambiais e seu impacto nos preços do atacado e do varejo. Segundo dados do Banco Central iraniano, a inflação anual atingiu 38,9%, enquanto o rial se desvaloriza rapidamente.
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