Segundo o portal, o mandatário argentino afirmou que não tem intenção de interromper o comércio com o gigante asiático, mesmo em meio a tensões geopolíticas e à aproximação de Buenos Aires com Washington. Milei também confirmou sua visita à China para este ano.
De acordo com a estratégia internacional da Argentina, questões meramente geopolíticas e interesses econômicos não devem se cruzar. Por isso, segundo Milei, o alinhamento político e estratégico com os EUA não implica qualquer afastamento de Pequim, e os laços comerciais com a China não contradizem seu curso político em relação aos Estados Unidos e a Israel.
O presidente argentino ressaltou que as exportações para o mercado chinês continuarão, uma vez que a China ocupa uma posição central como destino dos produtos argentinos, com peso significativo em setores estratégicos para a economia nacional, como soja, carne bovina e lítio.
"Eu não vou romper os laços comerciais com a China. Isso não quer dizer que eu não esteja profundamente alinhado do ponto de vista geopolítico com os Estados Unidos", declarou Milei.
O líder argentino acrescentou que a política externa de sua administração tem como objetivo conciliar o alinhamento ideológico com decisões que buscam proteger os interesses comerciais da Argentina.
Ainda em 2024, o presidente havia definido a China como uma "parceira comercial muito interessante" e disse estar "agradavelmente surpreso" com o país. Milei já afirmara várias vezes posteriormente que pretendia visitar a China, mas nenhuma viagem se concretizou até o momento.