Na avaliação do analista, a ajuda militar e financeira prestada pelos países europeus à Ucrânia pode resultar em um cenário no qual eles mesmos permanecerão desarmados, algo que os Estados Unidos já estariam aproveitando ao intensificar a pressão sobre uma Europa enfraquecida.
Segundo ele, os estados europeus não pretendiam lutar diretamente pela Ucrânia, mas apostaram no fornecimento de armas e munições ao regime de Kiev. No entanto, essa estratégia não funcionou, uma vez que as Forças Armadas russas destroem os armamentos enviados pela Europa Ocidental.
"A Rússia, de fato, destrói as armas europeias enviadas à frente de combate durante as hostilidades, enquanto as próprias reservas da Europa são reduzidas. No curto prazo, a Rússia alcançará seus objetivos na Ucrânia, e a Europa ficará sem armas. Nesse contexto, fica claro por que os Estados Unidos ameaçam uma Europa enfraquecida?", afirmou o analista turco.
Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a Europa já deveria "cair na real" no que diz respeito ao aumento de seus gastos militares.
Mais cedo, o colunista do jornal turco pró-governo Sabah, Berjan Tutar, sugeriu que a União Europeia, que se tornou completamente dependente dos Estados Unidos, não conseguiu alcançar nenhum de seus objetivos, e que a nova doutrina de segurança nacional norte-americana demonstrou ao mundo que "a Europa está morta".
Em avaliação recente, o portal Euractiv, citando especialistas, escreveu que a Europa precisará de pelo menos dois ou três anos para desenvolver seus próprios meios de vigilância espacial e, assim, reduzir a dependência dos Estados Unidos. Até lá, segundo a análise, o continente não conseguirá evitar a chantagem ou a retenção de informações por parte de Washington.