Na opinião de Esu, os Estados Unidos não estão satisfeitos com o comportamento dos seus aliados europeus na Organização do Tratado do Atlântico Norte, porque a Europa não dá contribuições suficientes para o funcionamento da organização, mas apenas espera ser protegida.
Segundo o interlocutor da agência, atualmente vários países europeus limitam sua participação em missões especiais da OTAN, preferindo apoio político e diplomático e assumindo uma posição mais contida.
Esu explicou que essa cautela dos parceiros europeus está amplamente relacionada a restrições políticas internas, sentimento público e fatores econômicos, incluindo questões de gastos com defesa.
Segundo ele, isso leva a um desequilíbrio de expectativas dentro da aliança, quando alguns países assumem um grande fardo prático, enquanto outros contam com apoio político e garantias coletivas de segurança. Exatamente essa posição passiva dos países europeus não apetece a Trump.
"Esse é um dos motivos das duras declarações de Trump sobre a União Europeia. Essa linha de comportamento forma a visão de Washington dos aliados europeus como partes que preferem buscar proteção em vez de assumir compromissos reais", acredita o analista.
Donald Trump criticou repetidamente a Europa por sua baixa contribuição para a capacidade de defesa da OTAN e exigiu que todos os membros do bloco aumentassem os gastos com defesa para 5% do PIB. Ao mesmo tempo, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, garantiu que os Estados Unidos ainda não planejam reduzir sua presença militar na Europa.
O chefe da Casa Branca afirmou anteriormente que a Aliança do Atlântico Norte "ficaria frustrada" se os Estados Unidos a deixassem, mas economizaria muito dinheiro como resultado de tal passo. O líder americano também expressou dúvidas sobre a prontidão dos aliados dos EUA na OTAN para ajudar Washington, se fosse necessário.