Panorama internacional

EUA não podem criticar Rússia pela operação na Ucrânia após ações na Venezuela, diz Tucker Carlson

Após a operação na Venezuela, os EUA não têm mais o direito de criticar a Rússia por suas ações na Ucrânia, opinou o jornalista norte-americano Tucker Carlson.
Sputnik
Carlson destacou que ninguém pode mais alegar uma proibição abstrata à Rússia de defender seus interesses nacionais na Ucrânia.

"Agora, vocês realmente não podem usar esse argumento. É errado uma grande potência como a Rússia se defender? Bem, de acordo com as regras que agora [os EUA usam], isso não é errado", ressaltou.

Segundo o jornalista, os EUA invadiram a Venezuela para impedir o fornecimento de petróleo venezuelano à China.
No entanto, ele apontou que tal franqueza por parte de Washington colocaria em dúvida todas as declarações sobre a "agressão não provocada" da Rússia contra a Ucrânia.
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Dessa forma, Carlson concluiu que Washington teria que reconhecer que Moscou está agindo por motivos objetivos, pois sente uma ameaça em suas fronteiras e está tomando medidas para se proteger.
Em 3 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma operação militar em Caracas, na qual o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa foram capturados pelas Forças Armadas norte-americanas.
No dia 5, eles compareceram ao Tribunal Federal do Distrito Sul do estado de Nova York. Ambos são acusados de envolvimento com o tráfico de drogas. Maduro e sua esposa não reconheceram a culpa.
As funções de chefe de Estado na Venezuela estão sendo desempenhadas por Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice-presidente durante o governo de Maduro. Mais cedo, Trump havia declarado que os EUA assumiriam o governo provisório da Venezuela.
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