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Intervenção na Venezuela pode acelerar isolamento global dos EUA, afirma especialista
Intervenção na Venezuela pode acelerar isolamento global dos EUA, afirma especialista
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A intervenção militar dos EUA em Caracas e a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, desencadearam uma onda de condenações globais que colocam a... 11.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-11T03:13-0300
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Essa e outras ações estadunidenses similares "vão acelerar o isolamento mundial em relação a Washington", afirmou à Sputnik José Luis Romano, internacionalista formado pela UDELAR, que avaliou que o dano à confiança global nos EUA já é "irreparável".Segundo ele, somado às tarifas, não há razões para confiar ou querer se associar aos EUA. Nos últimos meses, a comunidade internacional tem observado diferentes ações empreendidas pelos Estados Unidos que, segundo denúncias, ultrapassaram o direito internacional. A mais controversa ocorreu no último dia 3 de janeiro, com a operação na Venezuela para sequestrar seu presidente, Nicolás Maduro.Os governos do México, Brasil, Colômbia e Chile emitiram um comunicado — também assinado pela Espanha — no qual classificam a invasão da Venezuela como um "precedente extremamente perigoso" para a paz regional.O presidente colombiano, Gustavo Petro, tem sido um dos críticos mais contundentes das ações norte-americanas, denunciando que os bombardeios em áreas civis de Caracas não apenas violam a soberania venezuelana, como também ameaçam desestabilizar todo o continente. Diante desses fatos, ele exigiu uma reunião urgente da OEA e da ONU para conter o que chamou de "comportamento imperialista" por parte dos EUA.Desde Brasília, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, traçou uma "linha vermelha" inaceitável, afirmando que o sequestro de um mandatário em exercício retira da região suas garantias básicas de segurança.Essa posição é compartilhada pela presidenta mexicana Claudia Sheinbaum, que tem defendido a autodeterminação dos povos e criticado a ineficácia dos organismos multilaterais em prevenir essa incursão. Para esses líderes, a ação de Washington não é um ato de libertação, mas uma demonstração de força que obriga a região a fechar fileiras contra futuras intervenções em seus próprios territórios.Na Europa, o presidente espanhol Pedro Sánchez declarou que "não se pode reconhecer uma intervenção que viola o direito internacional", e a política mais popular da França, Marine Le Pen, classificou de forma semelhante a ação como uma violação intolerável da soberania dos Estados, enfatizando que esse princípio é “sagrado”, independentemente de quem esteja governando.Por sua vez, China e Rússia lideraram a ofensiva diplomática no Conselho de Segurança da ONU, qualificando a operação como um "ato hegemônico" e uma "catástrofe universal". A Chancelaria chinesa afirmou estar “profundamente chocada” com as imagens de Maduro sob custódia federal em Nova York, denunciando que tais ações ameaçam diretamente a paz e a segurança na América Latina e no Caribe.A ideia de que "ninguém está a salvo" se não se alinhar estritamente aos interesses da Casa Branca ganhou força em todo o mundo, acelerando a busca por autonomia até mesmo em países como a Dinamarca, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), depois que o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou nesta última semana que os EUA deveriam ficar com a Groenlândia por "razões de segurança nacional", seja de forma pacífica ou pela força.Líderes de países do Sul Global denunciaram que essa linguagem remete aos períodos mais sombrios da era colonial, com os recursos naturais — neste caso, o petróleo venezuelano, que o Governo dos Estados Unidos admitiu estar no centro de seu interesse pela Venezuela — transformados no verdadeiro espólio por trás da retórica sobre segurança regional e o suposto combate ao narcotráfico.Romano destacou que os chefes de Estado e dirigentes políticos que hoje condenam a ação não o fazem apenas por solidariedade à Venezuela, mas pela compreensão de que o o distanciamento de Washington passou a ser uma necessidade estratégica de sobrevivência.México deve buscar um 'desacoplamento com os EUA'O historiador Harim Gutiérrez, formado pela UNAM e pelo Colégio do México, concordou com essa análise, mas alertou que esse afastamento — baseado na desconfiança que os EUA geram — enfrenta obstáculos significativos, como a dependência econômica.
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Intervenção na Venezuela pode acelerar isolamento global dos EUA, afirma especialista
A intervenção militar dos EUA em Caracas e a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, desencadearam uma onda de condenações globais que colocam a diplomacia de Washington em um de seus níveis mais baixos em décadas.
Essa e outras ações estadunidenses similares "vão acelerar o isolamento mundial em relação a Washington", afirmou à Sputnik José Luis Romano, internacionalista formado pela UDELAR, que avaliou que o dano à confiança global nos EUA já é "irreparável".
"Os líderes mundiais agora veem os tratados e acordos assinados com Washington não como garantias, mas como papel molhado diante do capricho de uma potência que decidiu que sua segurança nacional está acima de qualquer norma global estabelecida", disse o especialista.
Segundo ele, somado às tarifas, não há razões para confiar ou querer se associar aos EUA.
"A própria Europa, que geralmente nunca quer irritar a Casa Branca e arriscar perder seu guarda-chuva de segurança obtido praticamente de graça, está percebendo isso", acrescentou, aprofundou.
Nos últimos meses, a comunidade internacional tem observado diferentes ações empreendidas pelos Estados Unidos que, segundo denúncias,
ultrapassaram o direito internacional. A mais controversa ocorreu no último dia 3 de janeiro, com a operação na Venezuela para sequestrar seu presidente, Nicolás Maduro.
Os governos do México, Brasil, Colômbia e Chile emitiram um comunicado — também assinado pela Espanha — no qual classificam a invasão da Venezuela como um "precedente extremamente perigoso" para a paz regional.
O
presidente colombiano, Gustavo Petro, tem sido um dos
críticos mais contundentes das ações norte-americanas, denunciando que os bombardeios em áreas civis de Caracas não apenas violam a soberania venezuelana, como também ameaçam desestabilizar todo o continente.
Diante desses fatos, ele exigiu uma reunião urgente da OEA e da ONU para conter o que chamou de "comportamento imperialista" por parte dos EUA.
Desde Brasília, o
presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, traçou uma "linha vermelha" inaceitável, afirmando que o sequestro de um mandatário em exercício retira da região suas garantias básicas de segurança.
Essa posição é compartilhada pela presidenta mexicana Claudia Sheinbaum, que tem defendido a autodeterminação dos povos e criticado a ineficácia dos organismos multilaterais em prevenir essa incursão.
Para esses líderes, a ação de Washington não é um ato de libertação, mas uma demonstração de força que obriga a região a fechar fileiras contra futuras intervenções em seus próprios territórios.
Na Europa, o presidente espanhol Pedro Sánchez declarou que "não se pode reconhecer uma intervenção que viola o direito internacional", e a política mais popular da França, Marine Le Pen, classificou de forma semelhante a ação como uma violação intolerável da soberania dos Estados, enfatizando que esse princípio é “sagrado”, independentemente de quem esteja governando.
Por sua vez, China e Rússia lideraram a ofensiva diplomática no Conselho de Segurança da ONU, qualificando a operação como um "ato hegemônico" e uma "catástrofe universal". A Chancelaria chinesa afirmou estar “profundamente chocada” com as imagens de Maduro sob custódia federal em Nova York, denunciando que tais ações ameaçam diretamente a paz e a segurança na América Latina e no Caribe.
A ideia de que
"ninguém está a salvo" se não se alinhar estritamente aos interesses da Casa Branca ganhou força em todo o mundo, acelerando a busca por autonomia até mesmo em países como a Dinamarca, membro da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), depois que o próprio
presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou nesta última semana que os EUA deveriam ficar com a Groenlândia por "razões de segurança nacional", seja de forma pacífica ou pela força.
Líderes de países do Sul Global denunciaram que essa linguagem remete aos períodos mais sombrios da era colonial, com os recursos naturais — neste caso, o petróleo venezuelano, que o Governo dos Estados Unidos admitiu estar no centro de seu interesse pela Venezuela — transformados no verdadeiro espólio por trás da retórica sobre segurança regional e o suposto combate ao narcotráfico.
Romano destacou que os chefes de Estado e dirigentes políticos que hoje condenam a ação não o fazem apenas por solidariedade à Venezuela, mas pela compreensão de que o o distanciamento de Washington passou a ser uma necessidade estratégica de sobrevivência.
"O sequestro de Maduro é a faísca que está transformando a desconfiança econômica provocada pelas tarifas em um afastamento político de primeira ordem, com o mundo buscando desesperadamente um novo equilíbrio de poder que não dependa da vontade unilateral de uma única nação e parceiros mais confiáveis e razoáveis", afirmou.
México deve buscar um 'desacoplamento com os EUA'
O historiador Harim Gutiérrez, formado pela UNAM e pelo Colégio do México, concordou com essa análise, mas alertou que esse afastamento — baseado na desconfiança que os EUA geram — enfrenta obstáculos significativos, como a dependência econômica.
"Países geograficamente mais distantes dos EUA, como os europeus ou asiáticos, já vinham dando sinais de buscar diversificar suas relações, e até vizinhos como o Canadá, com o próprio [primeiro-ministro Mark] Carney dizendo que a relação especial com Washington já não existe", afirmou em entrevista a este veículo.
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