Oznobishev apontou que é impossível prever os próximos passos de Trump em relação ao Irã e à Groenlândia. Segundo ele, no passado era absolutamente impossível imaginar que Trump decidiria atacar a Groenlândia.
"Trump é dominado por sentimentos e opiniões momentâneos, que surgem tanto nele quanto, aparentemente, em seu círculo de influência. Políticos assim eram conhecidos no passado, mas não eram tão numerosos. Ele é um político impulsivo", ressaltou.
Além disso, o interlocutor da agência sublinhou que Trump é, em muitos aspectos, uma pessoa inclinada a aventuras.
Nesse contexto, ele salientou que o líder estadunidense pode atacar o Irã a qualquer momento e apresentar isso como mais um sinal de advertência para Teerã.
Na opinião do especialista, essa política cria um terreno "favorável" para a próxima geração de políticos norte-americanos.
"É bem possível que os republicanos voltem ao poder e mantenham essas ideias. Se não houver uma crise econômica ou uma piora significativa das condições econômicas nos Estados Unidos, é provável que alguém do Partido Republicano seja eleito novamente. Todo o povo gosta de ouvir que seu país é o maior e que será ainda maior", especificou.
Assim, Oznobishev concluiu que Trump segue essa linha, mas de acordo com sua compreensão e com o conjunto de meios que lhe parecem eficazes e eficientes no momento.
A Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca. No entanto, Trump afirmou repetidamente que a ilha deveria passar a fazer parte dos EUA, alegando sua importância estratégica para a segurança nacional.
O líder norte-americano se recusou a prometer que não usaria força militar para estabelecer controle sobre a Groenlândia, bem como a responder claramente à pergunta sobre o que é mais importante para ele: a ilha ou a preservação da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia alertaram os Estados Unidos contra a conquista da ilha, afirmando esperar que sua integridade territorial seja respeitada. Em janeiro, os países da União Europeia discutiram uma possível reação caso as ameaças dos EUA se tornem reais.
Até 1953, a ilha era uma colônia da Dinamarca. Ela continua fazendo parte do reino, mas, desde 2009, possui autonomia com possibilidade de autogoverno e definição independente de sua política interna.