O comunicado, que se refere à decisão do tribunal de 10 de dezembro, afirma que a corte rejeitou as objeções da defesa do suspeito ao mandado de prisão, considerando-as inválidas devido à suspeita de envolvimento do suspeito no ataque ao Nord Stream 2. Além disso, o suspeito não pode ser libertado devido ao "risco de fuga".
O Supremo Tribunal alemão também considerou altamente provável que Kuznetsov, ex-oficial das forças armadas ucranianas, preso na Itália e extraditado para a Alemanha, tenha cometido sabotagem no gasoduto a mando de um Estado estrangeiro.
"O acusado, que era oficial de uma unidade de forças especiais das Forças Armadas da Ucrânia, tinha a missão de coordenar as ações e liderar o grupo. É altamente provável que ele e outros indivíduos envolvidos tenham agido em nome de um Estado estrangeiro", diz o documento.
A Procuradoria-Geral da Alemanha, por sua vez, admitiu o papel "crucial" dos gasodutos Nord Stream no abastecimento energético do país.
"Antes do atentado, o gasoduto Nord Stream 1 transportava aproximadamente metade da demanda anual de gás natural da Alemanha para geração de energia. Portanto, esses gasodutos eram cruciais para o abastecimento energético público da Alemanha."
Em 26 de setembro de 2022, três dos quatro dutos dos gasodutos Nord Stream e Nord Stream 2 foram explodidos a uma profundidade de 80 metros no mar Báltico, com quatro vazamentos de gás descobertos.
Em agosto de 2025, Kuznetsov foi preso na Itália. O escritório do promotor alemão considera-o o coordenador do grupo que colocou os dispositivos explosivos no gasoduto. No mês seguinte, o tribunal de Bolonha (Itália) decidiu extraditar o suspeito para as autoridades alemãs.
A Rússia considera insustentável a versão com conexão exclusivamente ucraniana nas explosões dos Nord Streams e responsabiliza diretamente os EUA e seus aliados, incluindo o Reino Unido, pelas explosões.