Os pesquisadores desenterraram sete múmias e ossos de 54 chitas, em um sítio arqueológico próximo à cidade de Arar.
A mumificação, que impede a decomposição, preservando os cadáveres, ocorrem mais comumente em locais onde há gelo glacial, areias do deserto e lama de pântanos.
No caso dos felinos encontrados, também chamados de guepardos, as condições secas das cavernas e a temperatura estável podem ter sido um fator para a mumificação, de acordo com o novo estudo publicado nesta quinta-feira (15) na revista científica Communications Earth and Environment.
A grande quantidade de múmias recém-descobertas desses felinos impressionou os cientistas, que sugeriram, que as cavernas podem ter sido local de refúgio para mães que davam à luz e criavam seus filhotes.
Encontrar evidências tão bem preservadas de guepardos que viveram há tanto tempo nessa parte do mundo é "completamente inédito", de acordo com o estudo, que foi coordenado pelo Centro Nacional de Vida Selvagem da Arábia Saudita.
Com olhos opacos e membros atrofiados, assemelhando-se a conchas ressecadas, os guepardos mumificados tiveram seus genes examinados e apresentaram grande semelhança com os guepardos modernos da Ásia e do noroeste da África.
De acordo com a pesquisa, essa informação poderá auxiliar em futuros esforços para reintroduzir a espécie em áreas onde ela não existe mais.
Esses felinos já habitaram grande parte da África e partes da Ásia, mas agora ocupam apenas 9% de sua área de distribuição histórica, e não há registros da espécie na Península Arábica há várias décadas, pontuou a pesquisa.