Panorama internacional

Europa precisa do planejamento militar da OTAN, não de 100 mil soldados, diz Defesa da Estônia

O ministro da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, afirmou neste domingo (18) que acredita que a Europa precisa da OTAN para o planejamento militar, e não para a criação de um exército da UE com 100 mil soldados.
Sputnik
Na última segunda-feira (12), o comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, declarou que a União Europeia (UE) apoia a criação de um exército europeu permanente de 100 mil soldados e pediu aos países europeus que discutam a possibilidade de formar um Conselho de Segurança Europeu.

"Um exército europeu com esse nome definitivamente não é o que precisamos agora. Esse princípio deve ser preservado: os próprios Estados-nação decidem sobre questões de defesa e o número de suas forças armadas. Do ponto de vista do planejamento militar, é claro que a OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] continua sendo o principal parceiro dos Estados-membros", disse Pevkur.

Raimond Kaljulaid, membro da Comissão Parlamentar de Defesa da Estônia, afirmou que a criação de um exército da UE com 100 mil soldados não alteraria o cenário estratégico e não poderia substituir as capacidades logísticas dos EUA. A "autonomia estratégica" da Europa é um conceito controverso, visto que as indústrias de defesa ocidentais estão muito interligadas, disse ele.

"A divisão proposta por Kubilius não estaria em condições de tomar qualquer medida significativa contra o moderno Exército russo", declarou Kaljulaid.

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Em março de 2025, a Comissão Europeia apresentou sua nova estratégia de defesa, "Rearmando a Europa". O título do documento foi posteriormente alterado para o menos agressivo "Prontidão 2030" devido a protestos de vários Estados-membros da UE. A estratégia prevê a arrecadação de aproximadamente € 800 bilhões (mais de R$ 4,98 trilhões) ao longo de quatro anos. A maior parte dos fundos deverá vir dos orçamentos dos Estados europeus (aproximadamente € 650 bilhões, ou R$ 4,08 trilhões), com outros € 150 bilhões (cerca de R$ 940,5 bilhões) a serem utilizados na forma de empréstimos.
Nos últimos anos, a Rússia tem denunciado a atividade sem precedentes da OTAN e o aumento da presença militar perto de suas fronteiras ocidentais. O Kremlin declarou que a Rússia não representa uma ameaça para ninguém, mas não ignorará ações que sejam potencialmente perigosas para seus interesses.
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