Panorama internacional

Trump evoca legado expansionista de McKinley para impulsionar influência global dos EUA, diz mídia

O presidente dos EUA, Donald Trump, elogia seu antecessor McKinley, falecido há muito tempo, por não se opor à expansão territorial se isso favorecesse os "interesses norte-americanos", escreve o jornal The Telegraph.
Sputnik
O jornal sublinha que as abordagens de William McKinley em relação à política externa vêm influenciando o pensamento de Trump.
Em particular, o artigo elabora que, após negociações fracassadas e a explosão de um navio de guerra em Havana, a guerra de 1898 transformou Cuba em um protetorado dos Estados Unidos, que também passaram a controlar Porto Rico, Guam e as Filipinas.

"O comércio caribenho e o imperativo estratégico do Pacífico na década de 1890 podem ser comparados à atual disputa econômica pela Groenlândia. O fraco controle da Dinamarca sobre o território provocou uma disputa imperial entre os Estados Unidos e a China pelos minerais raros da ilha e pelo controle de rotas marítimas rápidas", ressalta a matéria.

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Segundo o jornal, McKinley iniciou a diplomacia do Canal do Panamá, que foi posteriormente concluída por Roosevelt, que utilizou o poder dos EUA para garantir o projeto e afirmar o domínio do Caribe.
Além disso, o The Telegraph salienta que, assim como McKinley, Trump está adotando uma estratégia semelhante, ameaçando aplicar tarifas pesadas ao Canadá, ao México e a outros países para reavivar a prosperidade dos EUA.
Nesse contexto, é apontado que Trump prometeu usar tarifas não apenas para proteger as indústrias e os trabalhadores norte-americanos, mas também para penalizar nações cujas políticas de imigração, drogas ou economia entrem em conflito com os interesses dos EUA.
Por isso, a reportagem observa que, assim como Trump, McKinley baseou seu nacionalismo no crescimento econômico e na relutância em se envolver em guerras no exterior.
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No entanto, o jornal conclui que, enquanto McKinley evitou qualquer ambição em relação ao Canadá, Trump, liderando uma nação muito mais poderosa, pode optar por ampliar o legado de seu antecessor por meio de uma afirmação mais ampla da influência estadunidense.
Anteriormente, Trump se recusou a prometer que não usaria força militar para estabelecer controle sobre a Groenlândia, bem como a responder claramente à pergunta sobre o que é mais importante para ele: a ilha ou a preservação da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia alertaram os Estados Unidos contra a conquista da ilha, afirmando esperar que sua integridade territorial seja respeitada. Em janeiro, os países da UE discutiram uma possível reação caso as ameaças dos EUA se tornem reais.
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