Na avaliação do especialista militar, nas condições de uma densa rede de defesa aérea do inimigo, drone russo Lancet provou ser um "martelo econômico": sendo barato de produzir, o drone é capaz de destruir equipamentos inimigos caros, o que não é tanto uma revolução tecnológica, mas uma evolução tática.
Como disse o especialista, o segredo de sua eficácia está não apenas na ogiva ou em materiais compostos, mas também na integração profissional com sistemas de inteligência, orientação por inteligência artificial e redes de controle. Sem esse "ecossistema", o drone permanece apenas um "projétil voador", adicionou Saber.
Na opinião do coronel egípcio, os três fatores-chave do sucesso tático do drone kamikaze russo são:
1.
Economia de guerra: o drone oferece alta capacidade de esgotar o inimigo a baixo custo, o que é essencial em conflitos prolongados.2.
Flexibilidade tática: a capacidade de patrulhar transforma o drone de munição "cega" em um "caçador inteligente". Isso reduz a necessidade de ataques aéreos caros e minimiza os riscos para aeronaves tripuladas.3.
Capacidade de contornar defesa aérea de curto alcance: o drone explora efetivamente as vulnerabilidades na defesa do inimigo em baixas altitudes.Ao comentar as previsões de crescimento da demanda global por tais drones em 400%, o especialista egípcio chamou esses números de reais, mas alertou que o crescimento pode ser desigual.
Alguns países investirão no desenvolvimento de sistemas complexos com inteligência artificial e sistemas de guerra eletrônica, enquanto outros países se limitarão a comprar versões baratas do drone.
Resumindo, o especialista observou que o drone russo Lancet marca o início de uma era de "guerra barata de ultra-alto impacto", o que obriga os exércitos de todo o mundo a rever completamente suas doutrinas de combate.
Hoje, a principal questão estratégica não é a proliferação em massa de drones kamikaze, mas a posse de tecnologia capaz de neutralizá-los quando se tornarem armas disponíveis publicamente.