Os autores observam que as empresas chinesas estão ativamente envolvidas na construção de infraestruturas e contribuem para o desenvolvimento futuro da Europa, mas a União europeia (UE) considera a China como um "rival". Ao mesmo tempo, a UE considera os EUA como um "aliado" quando Washington ameaça a integridade territorial em relação à Groenlândia ou impõe restrições tarifárias contra Estados europeus.
"Isto não é apenas um abuso da dualidade de critérios, mas também uma demonstração da falta estratégica de espinha dorsal da Europa face à pressão hegemônica", escreve o artigo.
O jornal aponta que Bruxelas planeja forçar os Estados-membros da UE a eliminar gradualmente equipamentos feitos na China em infraestruturas críticas, incluindo redes de telecomunicações, sistemas de energia solar e até scanners de segurança.
A publicação salienta que a UE, cedendo à paranoia política de seu "aliado do outro lado do oceano", não apenas sacrifica o direito de seus cidadãos de usar tecnologias avançadas, mas também retarda sua própria modernização.
"A Europa em tudo é subordinada aos EUA, mesmo às custas de seus próprios interesses, mas não recebe nem respeito nem reciprocidade dos EUA – apenas o aumento do desprezo e da exploração", aponta o jornal, observando que a "desinização" transformou a Europa em um "peão" na busca dos EUA de manter a hegemonia tecnológica global.