Conforme publicado por Carlos Madeiro, no portal UOL, a usina da Companhia Siderúrgica do Pecém foi erguida no valor de US$ 5,5 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões nos valores atuais). Em 2016, quando a operação siderúrgica iniciou, a empresa passou a não pagar funcionários, fornecedores e até o governo federal.
No último mês de setembro, a Posco do Brasil declarou autofalência, o que interrompe cobranças judiciais e os respectivos juros aos credores. A empresa, por sua vez, declarou uma dívida de cerca de R$ 640 milhões, sendo a maior parte dos débitos relacionados a questões trabalhistas.
Os credores, por sua vez, alegam que os valores são maiores e podem chegar a cerca de R$ 1 bilhão. Segundo a reportagem, a Posco do Brasil deve a pessoas físicas, jurídicas e ao governo, incluindo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Ministério da Fazenda e a Receita Federal.
Entre os bens a serem leiloados para o pagamento de credores, os sul-coreanos declararam um terreno em São Gonçalo do Amarante (CE), avaliado em R$ 1,1 milhão; um carro 2015/2016 quebrado e com 11 multas; R$ 4.800 em investimentos; e R$ 109,80 em caixa.
Como motivos para a falência, a Posco citou o aumento dos custos para a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém ao longo do projeto, a recessão econômica no Brasil em meados de 2010, a ausência de contratos, a pandemia de Covid-19 e a entrada de aço chinês a "preços predatórios" no mercado nacional.
Atualmente, a Companhia Siderúrgica do Pecém é gerida pela ArcelorMittal.