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Tarifas dos EUA abalam Europa e ampliam tensão transatlântica, afirma Paulo Nogueira
Tarifas dos EUA abalam Europa e ampliam tensão transatlântica, afirma Paulo Nogueira
Sputnik Brasil
O economista Paulo Nogueira Batista Jr., ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, afirmou à Sputnik que os EUA estão causando "enormes... 19.01.2026, Sputnik Brasil
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Em conversa com a Sputnik, Paulo Nogueira Batista Jr., que também é ex-diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), avaliou que a suspensão do acordo comercial firmado no ano passado expôs a fragilidade das relações entre Estados Unidos e Europa. O economista destacou que o governo norte-americano decidiu elevar tarifas sobre uma lista de países europeus, com aumentos de 10% imediatos e previsão de chegar a 25%. Para Batista Jr., isso representa a ruptura de um acordo que beneficiava os próprios EUA. Ao analisar os impactos econômicos, o especialista citou a frase do presidente chinês Xi Jinping de que "ninguém ganha em uma guerra tarifária". Para ele, tanto EUA quanto União Europeia (UE) perderão mercados e capacidade produtiva. O resultado dependerá da reação europeia: "Se continuarem a responder timidamente, a Europa perderá ainda mais."Batista Jr. disse que 2025 evidenciou a "precariedade" da postura europeia diante das ações unilaterais norte-americanas. Segundo ele, o continente "não está se comportando como poderoso", mas como "um conjunto submisso de países".Sobre a possibilidade de ampliação da lista de países europeus sujeitos a novas tarifas, o economista ressaltou a imprevisibilidade do governo norte-americano. Batista Jr. explicou que a inclusão ou exclusão de países dependerá da postura de cada governo diante das ambições dos EUA sobre a Groenlândia. "Se um país se comportar de forma submissa, poderá não entrar na lista. Se desafiar, será punido", afirmou.Para o economista, o cenário atual revela uma combinação de unilateralismo dos EUA e fragilidade europeia, criando um ambiente de incerteza global, em que a escalada tarifária tende a aprofundar tensões e comprometer a estabilidade econômica internacional.
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EUA destroem clima de confiança no comércio transatlântico, afirma economista brasileiro
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Guerra tarifária não tem vencedores e Europa sai mais fraca, diz especialista
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Tarifas dos EUA abalam Europa e ampliam tensão transatlântica, afirma Paulo Nogueira
12:55 19.01.2026 (atualizado: 14:58 19.01.2026) O economista Paulo Nogueira Batista Jr., ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, afirmou à Sputnik que os EUA estão causando "enormes danos" às relações comerciais transatlânticas ao romper acordos e ampliar tarifas contra países europeus, criando um cenário de instabilidade e submissão da Europa.
Em conversa com a Sputnik, Paulo Nogueira Batista Jr., que também é ex-diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), avaliou que a suspensão do acordo comercial firmado no ano passado expôs a fragilidade das relações entre Estados Unidos e Europa.
Segundo ele, Washington "está
causando enormes danos" ao impor tarifas unilaterais e pressionar os europeus a aceitar condições desfavoráveis. "Foi um mau negócio para a Europa", afirmou.
O economista destacou que o
governo norte-americano decidiu elevar tarifas sobre uma lista de países europeus, com
aumentos de 10% imediatos e previsão de chegar a 25%. Para Batista Jr., isso representa a ruptura de um acordo que beneficiava os próprios EUA.
Ele classificou a estratégia como "chantagem", afirmando que "o
direito internacional não existe mais", uma tese que vem sendo defendida por diversos observadores internacionais desde que Trump assumiu seu novo mandato.
Ao analisar os
impactos econômicos, o especialista citou a frase do
presidente chinês Xi Jinping de que "
ninguém ganha em uma guerra tarifária". Para ele, tanto EUA quanto União Europeia (UE) perderão mercados e capacidade produtiva. O resultado dependerá da reação europeia:
"Se continuarem a responder timidamente, a Europa perderá ainda mais."Batista Jr. disse que 2025 evidenciou a "precariedade" da postura europeia diante das ações unilaterais norte-americanas. Segundo ele, o
continente "não está se comportando como poderoso", mas como "um
conjunto submisso de países".
"[A Europa] está perdendo prestígio. Está sendo repetidamente ameaçada, humilhada e atingida por tarifas. Então, sabe, eu nunca imaginei ver a Europa em um estado tão lamentável em relação aos Estados Unidos", destacou.
Sobre a possibilidade de ampliação da lista de países europeus sujeitos a novas tarifas, o economista ressaltou a imprevisibilidade do governo norte-americano.
Batista Jr. explicou que a inclusão ou exclusão de países dependerá da postura de cada governo diante das ambições dos EUA sobre a Groenlândia. "
Se um país se comportar de forma submissa, poderá não entrar na lista.
Se desafiar, será punido", afirmou.
Para o economista, o
cenário atual revela uma combinação de unilateralismo dos EUA e fragilidade europeia,
criando um ambiente de incerteza global, em que a escalada tarifária tende a aprofundar tensões e comprometer a estabilidade econômica internacional.
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