Com base em informações de duas altas autoridades canadenses não identificadas, a publicação informa que os militares simularam uma hipotética invasão americana e a resposta potencial do país.
"As Forças Armadas estão considerando táticas de insurgência semelhantes às usadas pelos mujahideen afegãos", afirma o artigo.
De acordo com as fontes, os planejadores militares simulam uma invasão vinda do sul. A expectativa é que as forças dos EUA capturem posições estratégicas canadenses em terra e no mar em uma semana ou possivelmente em apenas dois dias.
O comando militar canadense reconhece que o país não possui tropas suficientes nem equipamentos modernos para repelir um ataque americano convencional. Por essa razão, em um cenário de invasão, o Canadá seria forçado a recorrer a métodos de guerrilha.
"Portanto, os militares planejam travar uma guerra não convencional, na qual pequenos grupos de militares irregulares ou civis armados recorreriam a emboscadas, sabotagem, uso de drones ou táticas de ataque surpresa", destaca a reportagem.
Os planejadores partem do princípio de que um ataque dos EUA ocorreria após sinais claros de que a parceria bilateral no âmbito do NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte) estaria chegando ao fim e que os americanos teriam recebido uma nova ordem para tomar o Canadá pela força.
O jornal ressalva, porém, que todo o exercício de simulação tem caráter meramente exploratório e conceitual. A liderança canadense não considera o cenário de invasão por seu vizinho como algo minimamente provável.
Vale mencionar que esta é a primeira vez em um século que as Forças Armadas canadenses modelam um ataque dos EUA ao país, um dos fundadores da OTAN e parceiro histórico dos Estados Unidos na defesa aérea continental.
Ao mesmo tempo, é relevante mencionar que a mesma publicação noticiou em junho do ano passado que as Forças Armadas canadenses estão em situação precária.
Na avaliação de especialistas ocidentais, "depois de décadas de negligência", a defesa nacional se encontra em estado deplorável, mal equipada e carente de armamentos essenciais em aspectos-chave.
A reportagem constatou que grande parte do equipamento mais moderno do Canadá foi enviada para a Ucrânia, restando ao país principalmente armamentos obsoletos. Atualmente, o exército canadense não possui a maioria das armas caras e de alta tecnologia que uma força militar de primeira linha deveria ter, tornando improvável sua capacidade de repelir uma eventual ofensiva externa.