A pesquisa, realizada entre 15 e 20 de janeiro com 5.418 entrevistados, revela diferenças marcantes entre grupos sociais. Homens, jovens de 16 a 24 anos, pessoas com escolaridade até o ensino médio, renda entre R$ 2.000 e R$ 3.000 e evangélicos concentram os maiores índices de desaprovação, chegando a 75,5% entre os mais jovens e 74,2% entre evangélicos.
Regionalmente, o Norte apresenta um dos cenários mais desfavoráveis ao governo, com 64,9% de desaprovação. Esses recortes reforçam que a rejeição ao presidente se distribui de forma desigual pelo país e por diferentes perfis socioeconômicos.
Em contraste, a aprovação é mais alta entre mulheres, que registram 55,9% de apoio, e cresce de forma significativa entre pessoas mais velhas: na faixa de 60 a 100 anos, chega a 73,3%. Também se destacam índices positivos entre quem tem escolaridade até o ensino fundamental e entre famílias com renda superior a R$ 10 mil.
A pesquisa aponta ainda forte aprovação entre agnósticos e ateus, com 84,2%, e confirma o Nordeste como principal base de apoio do presidente, onde 57,2% avaliam o governo positivamente.