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Manifestantes se reúnem em frente à sede do Banco Master em São Paulo

Manifestação foi realizada na noite desta quinta-feira (22) em frente à sede do Banco Master, localizada na rua Elvira Ferraz, no bairro do Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo. O ato começou por volta das 19h e reuniu dezenas de pessoas.
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O protesto foi convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) por meio de redes sociais, com chamadas que pediam a participação de apoiadores e críticas ao que os organizadores classificam como falta de transparência no andamento das apurações que envolvem a instituição financeira.
Manifestantes carregaram cartazes e faixas com mensagens de cobrança por esclarecimentos sobre as supostas irregularidades envolvendo o banco e seu principal controlador, além de pedir mudanças na condução do caso pelas autoridades.
O acesso à fachada da sede do banco estava restrito por tapumes instalados no local antes do início do protesto, o que impediu a aproximação direta dos participantes ao edifício.
Durante o ato, alguns participantes também direcionaram críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), mencionando pedidos de maior abertura de informações no andamento de processos que tramitam na corte relacionados ao caso.
Não foram registradas ocorrências de confronto entre manifestantes e policiais.
Até a publicação desta reportagem, não há posicionamento oficial do Banco Master sobre a manifestação ou comentários adicionais das autoridades judiciais envolvidas no processo.
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Disputa judicial

O Banco Master foi objeto de ação de liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025, diante de grave crise de liquidez e suspeitas de irregularidades em operações financeiras complexas que resultaram na suspensão de atividades da instituição e de unidades relacionadas.
Paralelamente, investigações da Polícia Federal no âmbito da operação Compliance Zero apuraram práticas que podem incluir gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, com bloqueio de bilhões de reais em ativos ligados ao banco e a seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro.
Vorcaro chegou a ser detido pela Polícia Federal em 2025, e, posteriormente, teve sua prisão substituída por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, enquanto enfrenta apurações e processos no Brasil.
O caso também ganhou dimensões internacionais com decisões judiciais nos Estados Unidos que reconheceram a liquidação do banco brasileiro e determinaram o bloqueio de ativos no exterior relacionados à instituição.
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