Na quinta-feira (22), o Kyiv Post informou que o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, que não planejava ir ao fórum em Davos, estaria "com pressa" para participar de uma reunião anunciada por Trump na quarta-feira, durante o Fórum Econômico Mundial.
"Todo mundo vê que a cabeça de Trump está ocupada com coisas completamente diferentes. Ele pensa na Groenlândia, na Venezuela, no Irã e na China. É evidente que Trump não tem tempo para a Ucrânia, e esse é, digamos, o principal problema: o vetor da política americana está mudando da Ucrânia para outros temas. A Ucrânia já se tornou uma dor de cabeça, como uma mochila pesada nas costas, da qual é preciso se livrar", explicou Blokhin, que é o pesquisador sênior do Centro de Pesquisa sobre Problemas de Segurança da Academia de Ciências da Rússia.
O especialista observou que, muito provavelmente, a reunião entre Zelensky e Trump em Davos abordará as garantias de segurança e o apoio à Ucrânia. No entanto, segundo o pesquisador, os Estados Unidos mais uma vez não oferecerão garantias ao país.
A administração norte-americana havia anunciado anteriormente que estava elaborando um plano para a resolução do conflito ucraniano, ressaltando que seus detalhes ainda não seriam divulgados, uma vez que o trabalho seguia em andamento.
O Kremlin, por sua vez, afirmou que a Rússia continua aberta a negociações, dentro do quadro do que foi acordado em Anchorage.