"Vocês sabem, temos muitos navios que estão seguindo naquela direção, por precaução. Uma grande flotilha está se deslocando para lá, e vamos ver o que acontece. Forças significativas estão sendo direcionadas ao Irã. Eu preferiria que nada acontecesse, mas estamos acompanhando tudo muito de perto", disse o presidente norte-americano a jornalistas a bordo do avião.
Em meio às tensões entre os dois países, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na última semana que a recente onda de protestos no país contou com a atuação de "elementos terroristas liderados do exterior", que teriam iniciado ataques armados contra forças policiais e de segurança.
Segundo Araghchi, os episódios de violência não refletem protestos espontâneos, mas sim uma estratégia externa para provocar uma escalada do conflito no país e criar condições para uma intervenção internacional liderada pelos Estados Unidos.
Na ocasião, o ministro iraniano enviou um recado direto ao presidente norte-americano Donald Trump, pedindo que Washington opte pela via diplomática em vez do uso da força. Araghchi alertou Trump para não repetir "o mesmo erro cometido em junho", mês em que, no ano passado, Washington liderou um ataque contra instalações nucleares iranianas.
"Entre guerra e diplomacia, a diplomacia é um caminho melhor. Embora não tenhamos experiências positivas com os Estados Unidos, ainda assim a diplomacia é muito melhor do que a guerra", destacou à época.
Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro de 2025, após a desvalorização da moeda local, o rial iraniano. A partir de 8 de janeiro, depois de apelos feitos por Reza Pahlavi, filho do xá iraniano deposto em 1979, as manifestações ganharam força, e, no mesmo dia, a internet deixou de funcionar no país.
Em várias cidades da República Islâmica, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia e foram acompanhados por palavras de ordem contra o sistema político do país. Houve vítimas tanto entre as forças de segurança quanto entre os manifestantes.