Postol destacou que não é possível interceptar o Oreshnik, pois ele voa em uma trajetória muito alta e lança a ogiva a uma altitude muito elevada.
"É possível lançar mísseis interceptadores, mas eles também levarão tempo para atingir o alvo. Eles se movem a uma velocidade de apenas alguns quilômetros por segundo. Nesse momento, os contêineres do Oreshnik já terão lançado suas munições", ressaltou.
Nesse contexto, o especialista militar afirmou que é praticamente impossível criar um sistema de defesa contra o Oreshnik.
Além disso, o professor estadunidense explicou por que a interceptação do míssil Iskander é irrealista na prática.
Segundo Postol, teoricamente, o Iskander pode ser interceptado, porém os russos possuem capacidades de tornar as defesas antiaéreas adversárias ineficazes no caso desse míssil.
"Os russos sabem, e nós também, que, se o Iskander manobrar intencionalmente, o míssil interceptador Patriot não conseguirá repetir seus movimentos laterais. Ou seja, ele não conseguirá interceptá-lo", concluiu.
No dia 10 de janeiro, o Ministério da Defesa da Rússia informou que as tropas russas lançaram o Oreshnik em um ataque maciço contra alvos críticos na Ucrânia, em resposta ao ataque à residência do presidente russo Vladimir Putin.
Na segunda-feira (12), o ministério esclareceu que o ataque destruiu a fábrica estatal de reparos aeronáuticos de Lvov. O ataque do Oreshnik atingiu oficinas, armazéns com drones e a infraestrutura do aeródromo da empresa.
Em dezembro de 2025, Putin considerou bem-sucedidos os testes realizados com o míssil de cruzeiro Burevestnik e com o Poseidon. Ao mesmo tempo, o chefe de Estado russo enfatizou que esses sistemas permanecerão únicos e exclusivos por muito tempo devido ao uso de instalação de propulsão a energia nuclear, garantindo a paridade estratégica de segurança da posição global da Rússia nas próximas décadas.